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Mortes por gripe H1N1 preocupam autoridades de Mato Grosso do Sul

Os sintomas da H1N1 são parecidos com os de uma gripe comum: febre alta, dor no corpo, na garganta, tosse. Mas é preciso ficar a atento a outros sinais.

Conjuntura Online
18/05/16 às 22h59

Os recentes casos de mortes em decorrência da gripe H1N1 registrados no interior ligaram o sinal de alerta das autoridades em Mato Grosso do Sul diante do risco de novas contaminações, além de deixar a população de vários municípios do Estado em pânico. 

A advertência foi feita nesta quarta-feira (18) pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Onevan de Matos (PSDB), que cobrou a imediata destinação de vacinas e ações do governo do Estado, diante da epidemia de gripe Influenza A que está ocorrendo em Mato Grosso do Sul.

Apesar de cobrar apoio global e ações de prevenção para toda a população, o deputado se reportou principalmente à cidade de Naviraí, onde a população e as autoridades de saúde estão apreensivas com o aumento de casos na região.

Os sintomas da gripe H1N1 são parecidos com os de uma gripe comum: febre alta, dor no corpo, na garganta, tosse. Mas é preciso ficar a atento a outros sinais.

Para os especialistas,  o problema é começar a ter falta de ar, desconforto respiratório, problemas de oxigenação, tontura ou qualquer coisa que fuja da evolução normal de uma gripe. 

Onevan citou como principal exemplo Naviraí, onde acaba de confirmar a quarta morte decorrente da gripe H1N1, no intervalo inferior a 15 dias. 

Ele citou, também, que existem no município, aproximadamente, 20 casos já confirmados e outros 60 aguardando o resultado de exames.

“Naviraí está em pânico. As pessoas estão andando de máscaras nas ruas, com medo de contaminação, em razão da epidemia de H1N1. As aulas já foram suspensas, o diretor do fórum chegou a suspender o atendimento à população, diante do medo que toma conta da cidade", alertou. 

O número de óbitos em Naviraí em decorrência da gripe – quatro casos – é idêntico ao número de óbitos ocorridos em Campo Grande, capital do Estado. Mato Grosso do Sul contabiliza, até o momento, o registro de 17 casos confirmados de mortes pela gripe H1N1.

O deputado afirmou que procurou o secretário Nelson Tavares (Saúde) durante o fim de semana e solicitou o envio imediato de um grande lote de vacinas para o atendimento à população de Naviraí e do Conesul, localidades que concentram o maior número de casos de H1N1.

O vice-presidente da Assembleia condenou ainda, o que classificou de  omissão do Ministério da Saúde, responsável pelo programa de imunização, por não garantir doses suficientes de vacinas, tendo em vista a iminente epidemia de H1N1 que já vinha sendo prevista no país.

O deputado voltou a citar o exemplo de Naviraí, que possui aproximadamente 55 mil habitantes para ilustrar o cenário de caos quanto à falta de vacinas. "Eu indago: 5 mil doses serão suficientes para atender a população? É claro que não!", queixou-se, ao fazer um apelo ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e ao secretário Nelson Tavares para que a população de Mato Grosso do Sul não tenha que enterrar mais entes queridos em razão da gripe H1N1. 

“O Estado precisa de vacinas para atender nossa população", sugeriu. 

Dois casos registrados da gripe H1N1 deixaram em pânico a população do município de Rio Brilhante, região sul de Mato Grosso do Sul, a ponto de as aulas do Centro de Educação Infantil Frei Everardo Kremper serem suspensas pela prefeitura.

A suspensão vale a partir desta quarta-feira (18) e deve durar 10 dias, segundo informação divulgada pelo prefeito Sidney Foroni (PMDB) em rede social. 

H1N1 

A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1, um subtipo do influenzavírus do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente.

De acordo com o médico infectologista Dráuzio Varella, os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

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