A três-lagoense Simone Tebet (MDB), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), defendeu a formação de uma grande coalizão de centro para ajudar o país a sair dos extremismos de esquerda e direita. Para ela, o MDB é o partido capaz de unir forças e conversar com todas as correntes ideológicas.
A senadora admite, porém, que o MDB precisa fazer um mea-culpa. “Ter humildade de reconhecer que errou, que esteve ao lado de governos, sejam eles quais forem, só por fisiologismo, por toma lá dá cá, por ministérios, considerada a velha política ou no sentido da política errada”. Ela ressalta que enfrentou Renan Calheiros na disputa para a presidência do Senado, para dizer que a sigla tem quadros novos e quer mudar. A ala feminina do partido sugere seu nome para a presidência do MDB. Ela se sente honrada, mas diz que sua missão, agora é estar no Senado conduzindo a legenda para a formação de um centro democrático.
Na entrevista, Simone diz ainda acreditar na aprovação da reforma da Previdência, embora considere uma proposta complexa. Diz, porém, ter dúvida sobre a aprovação da reforma tributária na Casa.
Ela admite que o fato de ser filha de Ramez Tebet influenciou muito no seu ingresso na político, mas que depois foi conquistando seus espaços por conta própria. A sua filosofia é a de que, na política e na vida profissional, a mulher tem de ser melhor que o homem para ser considerada igual. “O que é lamentável”. Comenta ainda sobre a conivência com o marido, o deputado estadual Eduardo Rocha, seu parceiro de quase trinta ano, contanto o tempo de namoro e de casados e com as filhas.