Com insuficiência de caixa e a arrecadação em queda-livre no último ano de seus mandatos, os prefeitos não vêem outra saída a não ser buscar no governo federal o mesmo tratamento dado aos estados que ganharam uma carência de seis meses para pagamento dos juros de suas dívidas com a União.
A alternativa foi sugerida na tarde desta quinta-feira (30) pelo presidente em exercício da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Antônio Ângelo (DEM), o Toninho da Cofapi, durante assembleia-geral ocorrida no plenário da entidade, em Campo Grande, da qual participaram prefeitos e técnicos do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado).
Ao abrir o encontro, o dirigente prometeu levar o assunto para a reunião do Conselho Político da CNM (Confederação Nacional de Municípios), que ocorrerá na próxima segunda-feira (4), na sede da Fecam (Federação Catarinense de Municípios), em Florianópolis (SC).
A Assomasul, no entanto, ainda não dispõe dos valores individuais correspondentes as dívidas de cada um dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul com o governo federal.
O levantamento, segundo a entidade, está sendo feito em conjunto com a assessoria técnica da CNM. “Queremos que a União nos dê o mesmo tratamento, as mesmas condições dadas aos governadores para que os municípios possam amenizar a situação de crise que se encontram no momento”, colocou Toninho da Cofapi, ao aconselhar os colegas prefeitos a procurarem seus deputados federais a fim de reforçar a reivindicação.
A ideia é que cada um procure os parlamentares que representam seus municípios com objetivo de levar a proposta ao ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que no último dia 20, em reunião com os governadores, concedeu aos estados 100% de desconto nas parcelas de julho até dezembro.