O próximo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a ser eleito no dia 1º de fevereiro, irá administrar um orçamento anual de mais de R$ 220 milhões, conforme o duodécimo a que o Poder Legislativo tem direito no orçamento do Estado para este ano.
Atualmente, disputam o cargo os deputados Zé Teixeira (DEM) e Junior Mochi (PMDB), ambos integrantes da base aliada do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na Casa.
Por lei, a Assembleia recebe R$ 18,4 milhões do governo do Estado para manutenção da Casa, dos quais, R$ 13,5 milhões são destinados ao pagamento de salários dos servidores, deputados e pensionistas, além do recolhimento de imposto de renda e previdência.
Apesar do interesse mútuo dos dois parlamentares, Júnior Mochi é o mais cotado hoje para substituir o presidente da Mesa Diretora, Jerson Domingos (PMDB).
Interlocutores da Assembleia revelaram no fim da tarde desta terça-feira que a chapa de consenso ficou com Mochi como candidato a presidente; Onevan de Matos (PSDB), 1º vice-presidente; e Zé Teixeira, primeiro-secretário. De acordo com as mesmas fontes, o cargo de 2º secretário estaria à disposição do PT.
Apesar disso, ninguém, nem no governo e nem na Assembleia, confirmou a composição da chapa única que concorrerá a eleição do dia 1º de fevereiro.
Eles asseguram que não haverá resistência dos demais parlamentares na condução do processo sucessório, mesmo diante de outros interesses.
O próprio Zé Teixeira estaria convencido de que não é interessante para ninguém ir para o confronto com um aliado sob o risco de ocorrer eventual racha na base de sustentação do governador na Assembleia. Por isso, estaria disposto a aceitar a primeira-secretaria, cargo mais importante da Mesa Diretora depois da presidência.
Vários encontros já ocorreram e até o dia da eleição novos entendimentos devem acontecer. Zé Teixeira e Mochi conversaram no começo desta semana, mas ainda dependem de detalhes para chegar a um consenso.
Há um interesse recíproco de eles se reunirem com o governador, provavelmente na próxima sexta-feira (23), visando chegar a um denominador comum.
O maior obstáculo em torno da composição de uma chapa consensual seria a resolução baixada pelo comando regional do PT impedindo seus representantes da Casa – Amarildo Cruz, Pedro Kemp, Cabo Almi e João Grandão – de votarem no democrata.
Defendida de unhas e dentes pelo deputado federal eleito Zeca do PT, a resolução, no entanto, não funcionou na eleição da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), na qual vários prefeitos votaram e integraram a chapa liderada pelo tucano Juvenal Neto (PSDB), de Nova Alvorada do Sul.