Composto por cerca de 30 mil pessoas em Três Lagoas, o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros) vem conquistando seu espaço na sociedade e de acordo com o Mestre pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Edmilson Cruz, pode eleger até dois vereadores nas próximas eleições, de acordo com a sigla partidária que estes candidatos representem.
O universo LGBT foi estimado pelo mestre e professor Edmilson, em sua tese de mestrado apresentada em janeiro, levando em consideração as pesquisas realizadas pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) e pelo GGB (Grupo Gay Baiano) que através de pesquisas pontuaram que a população brasileira é composta por cerca de 32 milhões de homossexuais, ou seja, entre 10% e30% dos brasileiros LGBT’s.
Trazendo os dados da pesquisa para o universo de Três Lagoas, Edmilson estima que existe em média 30 mil pessoas inseridas na comunidade, número este que pode ser ainda maior, pois muitas pessoas ainda não se colocam como sendo parte do público LGBT.
Em 2017 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) inseriu em sua pesquisa o questionamento se as famílias eram compostas por casais heterossexuais ou homossexuais, um avanço para a sociedade, de acordo com Edmilson. Já que até hoje não existe nenhum dado concreto que quantifique este público no Brasil.
Em relação às próximas eleições, Edmilson pontuou que a representatividade do grupo na Câmara Municipal de Vereadores faz parte dos projetos político pedagógicos das pessoas que discutem as questões deste público em Três Lagoas, para o professor os LGBT’s têm de estar representados em todas as esferas da política para defender suas visões dentro do município.
Edmilson ainda lembrou que apesar dos avanços e dos direitos conquistados por este público, ainda existe um enorme retrocesso dentro das políticas públicas nacionais, estaduais e municipais.
“Nós estamos cada vez mais ocupando estes espaços sociais, nos existimos, estamos aqui, nós somos LGBT’s e não tem nada que as pessoas podem fazer, a não ser nos respeitar. Elas podem até não entender esta mudança cultural, mas elas têm que respeitar” disse Edmilson.