Neste sábado, dia 24, será realizada em Campo Grande, reunião do Rede Sustentabilidade, que contará com a participação de representantes de todo o Estado e será coordenada pela presidente regional Neide Herrero de Carvalho. A informação foi repassada ao Hojemais por Edivaldo Cavalcante, o Bacurau, representante do Rede em Três Lagoas e região. Na ocasião, deverão ser juntadas todas as assinaturas coletadas em Mato Grosso do Sul.
Em todo o Estado a meta era conseguir 10 mil assinaturas em favor da criação do Rede, sendo que Três Lagoas foi a campeã entre os municípios do interior, perdendo apenas para Campo Grande. Sob a responsabilidade de Bacurau, foram coletadas mais de 1,4 mil assinaturas na cidade.
Questionado pelo Hojemais se o Rede pretende lançar candidato a prefeito de Três Lagoas em 2016, Bacurau disse que nada ainda se cogitou nesse sentido, “e se tem uma coisa que o Rede prima muito, é não falar o que não sabe”, frisou. Também disse que é cedo para definir se o partido caminhará ou não com o governador Reinaldo Azambuja, lembrando que nas eleições do ano passado o Rede permaneceu neutro durante o processo eleitoral.
Bacurau disse também que não há nenhuma manifestação de algum vereador ou outra liderança influente do município que tenha manifestado interesse em ingressar no partido. “Pode até pleitear, mas não estando em consonância com os princípios que norteiam o Rede, poderá ser rejeitado”, finalizou.
REDE
A Rede Sustentabilidade, idealizada por Marina Silva, pretende transformar-se oficialmente em partido até março. No final do ano passado, a Comissão Executiva Nacional da futura legenda, que informou que ainda seria necessário coletar e validar cerca de 32 mil das 484,5 mil assinaturas de que precisa para ter seu registro oficializado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Marina deve deixar o PSB até março do ano que vem, quando a Rede estiver oficializada.
Em outubro de 2013, a Rede teve o registro de criação do partido negado pelo TSE por não ter obtido o número mínimo de assinaturas para sua constituição. Na época, eram necessárias 492 mil assinaturas para validar a legenda pela qual Marina pretendia concorrer à Presidência, o que correspondia, naquele ano, a 0,5% da soma dos votos dados aos deputados federais na última eleição, que tinha sido em 2010. A Justiça Eleitoral validou 442.534, 49.466 a menos que o necessário. Isso obrigou Marina e aliados a migrarem às pressas para outro partido a tempo de disputar as eleições deste ano, e o escolhido na época foi o PSB.