Em entrevista ao Hojemais, o secretário de Finanças Receita e Controle, José Pereira da Silva, reiterou a necessidade enxugar a folha de pagamento da prefeitura de Três Lagoas que, segundo ele, gira em torno de 52% do que o município arrecada. O que sobrar disto, segundo ele, deverá ser investido em obras de infraestrutura.
Questionado sobre a possibilidade de realizar consultoria na Prefeitura, ele disse que a principio não pensa nesta possibilidade, mas que caso o prefeito Angelo Guerreiro entenda seja necessário, isso poderá acontecer, “visando salvaguardar a administração”.
Ao assumir o cargo, na manhã desta segunda-feira (2), o secretário disse que não foi surpreendido em relação às primeiras ações que deverá tomar frente ao cargo, uma vez que já estava inteirando dos assuntos da Pasta, por conta dos trabalhos da equipe de transição, da qual ele fez parte.
Ainda hoje, segundo Pereira, após realizar diagnóstico pormenorizado da secretaria, irá apresentá-lo ao prefeito que, por sua vez, deverá repassar os dados para a população, através da imprensa. Num primeiro momento, afirma que a situação financeira da prefeitura é algo que está sob controle. Observou, porém que é necessária certa reserva em relação ao montante de R$ 103 milhões que foi deixado pela prefeita antecessora e amplamente divulgado na imprensa.
Pereira explica que o total anunciado não significa que o dinheiro pode ser gasto em qualquer iniciativa, como asfalto, por exemplo. “Tem parte da Saúde, da Assistência social, da Educação e do Procon, que tem que ser investido especificamente nesses setores”, esclareceu, para que não sejam criadas falsas expectativas.
Sobre a sua atuação como secretário, disse que vai observar rigorosamente o que prescreve a Lei. “Com minha experiência de advogado não poderia ser de outra maneira”, observa.