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Servidor acusado de desviar material do aterro nega irregularidade

Servidor acusado de desviar areia do aterro de entulho, que fica no anel rodoviário, no Jardim Noroeste, negou ter cometido qualquer irregularidade.

Redação
28/08/16 às 09h45

Servidor acusado de desviar areia do aterro de entulho, que fica no anel rodoviário, no Jardim Noroeste, negou ter cometido qualquer irregularidade. Em julho, o MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) acionou ele e mais um funcionário público, além dos ex-prefeitos Nelson Trad Filho, Gilmar Olarte e o atual, Alcides Bernal, por uma série de irregularidades no local.

Em sua manifestação, Edson Melo Ferreira, afirma que não retirou qualquer material de forma “sorrateira, tampouco maliciosa”. A denúncia contra ele é de desvio de 10 m³ de areia, o que teria custado R$ 310. O servidor disse à Justiça que a doação do material foi “devidamente concedida” e que a cedência de material era comum entre os funcionários, sendo a prática conhecida pelos superiores.

Ainda de acordo com os autos, o secretário de Obras, da época, havia informado que a extração de terra era realizada, tendo como objetivo principal a escavação e, que, por isso, era gerada grande quantidade de terra, “se vendo obrigado a dar uma destinação do material”.

Para a defesa, é incabível a condenação de Edson, já que ele ignorava a verdadeira “roupagem dos fatos praticados”, uma vez que o material foi destinado para outras pessoas também.

O funcionário público defende, ainda, que o valor que custaria o material, R$ 310, “não traz prejuízos relevantes para a Administração Pública, tampouco se mostra suficiente para enriquecê-lo”.

Ação – A denúncia do MPE pede a condenação dos ex-prefeitos e do atual por improbidade administrativa. O problema, segundo a ação, é que ninguém agiu para solucionar os problemas apontados no entulho desde 2008, mesmo depois de ter conhecimento deles.

O aterro funciona sem licença ambiental para desenvolvimento das atividades; não há isolamento suficiente no local; descontrole de entrada e saída de veículos; utilização da área para moradias das famílias. Não há também fiscalização dos materiais que são despejados no aterro, o que permitiria o descarte de materiais impróprios.

(Campo Grande News)
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