AO VIVO
Política

Simone Tebet reage ao veto de Bolsonaro a lista tríplice em agências

Projeto sancionado pelo presidente deixou de fora trecho que previa indicação de diretores

Da redação
26/06/19 às 16h03
Senadora Simone Tebet (Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou na terça-feira (25), projeto que trata da gestão e da organização das agências reguladoras, mas vetou trecho que previa a indicação para diretorias destes órgãos a partir de uma lista tríplice. 

No Congresso, porém, parlamentares prometem derrubar o veto presidencial.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado reagiu a posição do presidente. 

"Vetar o que é da essência deste projeto é um passo contrário ao caminho traçado por Vossa Excelência (presidente da República), que é o combate à corrupção, à barganha política e, mais do que nunca, a defesa dos interesses individuais da sociedade brasileira", disse Simone Tebet. 

Ela foi uma das relatoras da proposta quando ele tramitou no Senado e afirmou ainda acreditar que Bolsonaro foi induzido ao erro.

Simone disse ainda ser improcedente a alegação de Bolsonaro de que, com a da proposta, ele seria transformado em uma "rainha da Inglaterra". 

"É o presidente que vai fixar as regras que achar mais conveniente. O que nós fizemos foi justamente moralizar o processo", afirmou.

A senadora disse ainda que o Congresso "tirou a chamada faca no pescoço" do presidente porque, com as regras anteriores, alguém influente pedia para o mandatário indicar um nome e o presidente acabava cedendo para não perder apoio. 

"A mudança que havíamos proposto garantia liberdade de escolha, desde que dentro das regras técnicas", afirmou a senadora do MDB.

A proposta vinha sendo criticada por Bolsonaro desde o fim de semana, quando acusou deputados e senadores de tentarem retirar suas atribuições, transformando-o em uma "rainha da Inglaterra". 

O presidente alegou que o projeto previa a possibilidade de delegar ao parlamento a função de escolher os nomes, retirando uma prerrogativa que hoje é do Executivo.

De acordo com o Planalto, o artigo "restringe a competência constitucionalmente conferida ao Chefe do Poder Executivo para fazer as indicações desses dirigentes". 

A justificativa principal é que o artigo como foi aprovado pelo Congresso viola dispositivo da Constituição que prevê que "compete privativamente ao presidente da República" a nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do Banco Central e outros servidores.

O texto aprovado no Congresso, porém, estabelece que a lista tríplice seja elaborada por uma comissão de seleção, que terá sua composição e forma de atuar regulamentadas pelo próprio presidente da República. O texto do projeto também mantém com o presidente a prerrogativa de indicar os nomes dos dirigentes das agências.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍTICA
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.