Apesar da ordem de serviço assinada por André Puccinelli (PMDB) durante sua visita a Três Lagoas para a inauguração do contorno ferroviário, no dia 17 de dezembro, as obras do Hospital Regional de Três Lagoas não terão andamento nesse início da gestão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O anúncio foi na tarde de hoje (05), pelo próprio governador, que suspendeu também as obras do Hospital Regional de Dourados. Para Azambuja, no momento, o importante para a saúde é ampliar o atendimento e não construir novos hospitais.
Nesse sentido, disse que pretende buscar parcerias necessárias para aumentar o atendimento. No caso de Três Lagoas, a meta será investir no Hospital Auxiliadora, que segundo ele, faltam poucos recursos para concluírem vagas na enfermaria e abrir mais vagas e leitos à população.
"O importante de imediato é aumentar o atendimento e não obras; a prudência nos diz que iniciar as construções pode durar dois anos para ficar pronto e nós precisamos urgentemente é abrir espaços e vagas".
Além disso, Reinaldo também irá adotar as mesmas medidas no que se refere à conclusão do Hospital do Trauma e do Hospital do Câncer. "A saúde não precisa de obra, ela precisa de atendimento à população".
Segundo o que o Hojemais apurou a prefeita Márcia Moura se encontra em viagem e deverá se pronunciar sobre o assunto nesta terça-feira.
OBRA
Orçada em R$ 41 milhões, a obra do Hospital Regional faz parte do MS Forte 2 e tem a finalidade de auxiliar no atendimento do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora com os pacientes de traumas. A área construída prevista é de 23 mil metros quadrados, no Distrito Industrial.
A primeira etapa da obra disponibilizaria 120 leitos, sendo que quando estiver concluída os estudantes da UFMS e pacientes do município e região contarão com 170 leitos, sendo 150 disponíveis para internação e 20 para atendimentos ambulatoriais.