Se olharmos um pouquinho para trás, veríamos um cenário político perigoso e incerto, quando uma Senadora de um estado assumidamente Bolsonarista, se posiciona tão enfaticamente contra o Presidente da República, que naquele momento, era apontado por muitos como reeeleito. Simone Tebet armada de suas convcções, não exitou, apontou falhas, questionou atidudes, fez acusações sérias e se fez ouvir.
Nasce neste momento, uma liderança nacional, a Senadora que já havia feito história presidindo a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, passa a ser vista como alguém que poderia até concorrer à cadeira máxima do país. Claro, que nem no seu partido essa ousadia seria unânime. A mulher corajosa, conhecida até então apenas no seu estado, começou a ganhar visibilidade nacional, não de forma caricata, não como alguém que saíria candidata apenas para ser coadjuvante, obecendo uma estratégia partidaria.Tebet, foi ganhando musculatura, notoriedade, uma candidata de fato.
O cenário que se apresentou era o mais polarizado da história e ela superou expectativas e chegou em terceiro lugar de cabeça erguida, considerada por analistas, a maior vencedora, pelo capital político conquistado. Contrariando a lógica política, ao invés de permanecer neutra no embate final, ela corajosamente se posiciona. O resultado? Questionada por alguns, admirada e invejada por outros, mas respeitada por todos e natural sucessora à Presidência da República em 2.026.
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, desde seu primeiro discurso, reconhece a relevância de Tebet. Foram oferecidas opções ministeriais, mas ela mais uma vez se mostrou ousada, não aceitou as protocolares, exigiu autonomia e relevância.
