O Governo de Mato Grosso do Sul lançou, nesta quinta-feira (7), o Protege – Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres , que reúne ações integradas de diversas secretarias para combater a violência de gênero e o machismo estrutural. A estratégia é organizada em três eixos, com medidas de curto, médio e longo prazo, envolvendo desde o atendimento emergencial até a reintegração social e econômica das vítimas.
Entre as medidas anunciadas, o programa garante pagamento de um salário mínimo mensal (R$ 1.518,00), por um ano, para mulheres e filhos após deixarem a Casa Abrigo. Também está previsto um auxílio-mobília de R$ 6 mil para ajudar na instalação em nova residência, além do encaminhamento das crianças para escolas próximas.
O acesso aos benefícios está condicionado à passagem pela Casa Abrigo, tanto na capital quanto no interior. Paralelamente, estão sendo mapeados outros programas sociais estaduais, como Mais Social, Supera, Cuidar de Quem Cuida e Energia Zero, para ampliar o atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, mesmo sem registro de boletim de ocorrência, incentivando a retomada dos estudos e a autonomia financeira.
O Protege prevê a criação de vagas afirmativas destinadas exclusivamente a mulheres vítimas de violência, além de políticas de empregabilidade e incentivo ao empreendedorismo. A proposta é garantir independência econômica e reduzir a dependência do agressor.
O programa inclui ampliação dos canais de denúncia, capacitação de equipes de atendimento, fortalecimento da rede de prevenção e formação de líderes comunitários. Na educação, serão realizadas atividades com grêmios estudantis para mobilizar jovens no combate à violência de gênero.
Uma das iniciativas é o EJA Mulher , um espaço educacional adaptado para atender mulheres que tiveram a trajetória escolar interrompida. O projeto oferece sala de acolhimento para os filhos das alunas, permitindo a continuidade dos estudos.
As atividades do Protege envolvem a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Secretaria de Cidadania (Sec), Secretaria de Educação (Sed), Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (Sead). A articulação entre as pastas busca ampliar o alcance das ações e garantir que o atendimento às vítimas seja completo, seguro e humanizado.
Com informações de Campo Grande News.
