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Febre do Nilo Ocidental: SP confirma primeiros casos humanos e doença é investigada

Casos foram registrados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Em Três Lagoas, setor de Endemias informou que não há registros da doença no município.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
26/08/26 às 09h58
Não há ainda registros em TL para a doença. (Foto: Reuters/File Photo)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental (FNO) na história do estado. Os pacientes são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que já se recuperou, e uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada.

Os casos foram confirmados por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e ainda estão sob investigação para identificar os locais prováveis de infecção.

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas.

Em Três Lagoas, o Hojemais entrou em contato com o setor de Endemias do município. Segundo o órgão, não há registros de Febre do Nilo Ocidental em Três Lagoas até o momento.

O que é a Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda, causada por um arbovírus. A doença pode não apresentar sintomas ou provocar um quadro febril leve.

Em uma parcela menor dos casos, porém, a infecção pode evoluir para formas graves, com comprometimento do sistema nervoso central, como meningite, encefalite e paralisia flácida aguda.

O vírus tem como principais hospedeiras algumas espécies de aves silvestres, que podem atuar como fonte de infecção para os mosquitos. Humanos e equinos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, pois normalmente não apresentam níveis do vírus suficientes para infectar outros mosquitos.

Como ocorre a transmissão?

A principal forma de transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex.

O risco está relacionado principalmente à exposição em áreas rurais e silvestres onde haja circulação do vírus e presença de mosquitos infectados.

Formas menos comuns de transmissão também já foram relatadas, incluindo transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão da mãe para o bebê durante a gestação.

Mosquito do gênero Culex. (Foto: Reprodução)

Quais são os sintomas?

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou desenvolve uma forma leve da doença.

Quando aparecem, os sintomas podem incluir:

  • febre de início repentino;
  • mal-estar;
  • náusea e vômito;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • dor nos olhos;
  • perda de apetite;
  • manchas na pele;
  • aumento dos gânglios linfáticos.

Em casos mais graves, a doença pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite, encefalite, fraqueza muscular intensa, paralisia, alterações neurológicas e convulsões.

Existe tratamento ou vacina?

Atualmente, não há vacina disponível ou tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental.

O tratamento é direcionado aos sintomas e à manutenção das condições clínicas do paciente. Em quadros graves, pode ser necessária hospitalização e, nos casos com comprometimento neurológico, atendimento em unidade de terapia intensiva.

Como se prevenir?

Como não há vacina disponível no Brasil, a principal forma de prevenção é evitar a picada dos mosquitos.

Entre as recomendações estão:

  • usar repelente;
  • evitar exposição aos mosquitos, principalmente ao amanhecer e ao entardecer;
  • utilizar telas em portas e janelas;
  • eliminar locais que possam acumular água;
  • manter ambientes limpos e sem recipientes que possam servir de criadouro;
  • evitar o contato com animais mortos, quando possível;
  • utilizar medidas de proteção em atividades realizadas ao ar livre.

Também é importante manter os ambientes livres de água parada e colaborar com as ações de controle de mosquitos.

Febre do Nilo Ocidental chegou a Três Lagoas?

Até o momento, não há registros da doença no município, segundo informação repassada ao Hojemais pelo setor de Endemias de Três Lagoas.

A confirmação dos primeiros casos humanos em São Paulo, no entanto, reforça a importância da vigilância epidemiológica e das medidas de prevenção contra mosquitos transmissores de doenças.

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