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Acessibilidade ainda é desafio para pessoas com deficiência

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência,Thais que é cadeirante, mãe e acadêmica de Direito compartilha desafios, conquistas e uma mensagem para não desistir

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas 
21/09/26 às 13h17
Thais Constantino com seu filhinho Isaac (Foto: Arquivos Pessoais | Thais Constantino)

Celebrado em 21 de setembro , o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência chama a atenção para a importância da inclusão, da acessibilidade, da autonomia e da garantia de direitos. Os dados também abrem espaço para discutir obstáculos que ainda fazem parte da rotina, principalmente as barreiras de mobilidade e acesso aos espaços públicos e privados .

Em alusão aos dados, o Hojemais Notícias 2ª Edição conversou com Thaís , de 28 anos, colega de trabalho do Hojemais, cadeirante, mãe de um menino de 2 anos e 8 meses e acadêmica do curso de Direito. Em entrevista a Paulo Renato, ela falou sobre capacidade, maternidade, trabalho, estudos, acessibilidade, apoio familiar e os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência.

“É uma pessoa como qualquer outra”

Ao refletir sobre o significado dos dados, Thaís destacou que a deficiência não deve ser utilizada para limitar a capacidade de uma pessoa de construir sua própria trajetória.

“A minha reflexão para a pessoa com deficiência é dizer que a pessoa com deficiência é uma pessoa comum, uma pessoa capaz de superar barreiras, uma pessoa capaz de trabalhar, de realizar sonhos e construir a sua vida pessoal, a sua vida financeira, a sua jornada de trabalho. É uma pessoa como qualquer outra.”

Falta de acessibilidade ainda cria barreiras

Questionada sobre as dificuldades enfrentadas pelos cadeirasntes e por outras pessoas com deficiência nas cidades brasileiras, Thaís chamou a atenção especialmente para os problemas de mobilidade urbana e acessibilidade .

“Olha, Paulo, vou falar por mim. Eu vejo que, principalmente em outros lugares, às vezes as pessoas reclamam muito das mobilidades urbanas. Algumas localidades do município não têm rampa, alguns comércios não têm também rampa para subir. Acaba constrangendo a pessoa que está ali querendo entrar numa loja ou num restaurante e não consegue porque não tem aquele acesso.”

“Já pensei em desistir várias vezes”

Hoje, Thaís concilia diferentes responsabilidades: trabalha no Hojemais, é mãe e curso Direito. Ao falar sobre os momentos de dificuldade, ela reconheceu que já pensou em desistir, mas afirmou que abandonar seus objetivos não faz parte do caminho que escolheu seguir.

“Tem gente que desiste, assim, no primeiro momento, na primeira hora. 'Ah, porque está, porque não consigo'. E, assim, eu já pensei em desistir várias vezes, mas não é o meu lema, não difícil é o meu foco desistir.”

Para ela, a rede de apoio familiar também exerce papel essencial na construção dessa trajetória.

“Esse apoio da família é essencial, porque a gente sabe que tem gente que te apoia, que te ajuda, que está com você ali naquele momento que você mais precisa.”

Como mãe, Thaís destacou especialmente a participação dos pais nos cuidados com o filho.

"Como eu tenho filho, meus pais estão sempre ali com ele. Quando eu não estou em casa, eu sei que ele está bem cuidado, que ele está bem tratado, porque estar com os meus pais, ter essa rede de apoio para mim é extremamente essencial."

Mensagem para quem passou a viver com uma deficiência

Thaís nasceu cadeirante, mas durante uma entrevista também foi convidada a deixar uma mensagem para pessoas que passaram a conviver com uma deficiência posteriormente, como ocorre em casos decorrentes de acidentes.

“Para essas pessoas que estão se sentindo incapacitados agora, eu sei que vão enfrentar alguns desafios, porque não é fácil, porque a vida antes era diferente e agora tem que se adaptar.”

A mensagem final foi de perseverança diante das dificuldades e do processo de adaptação.

"Mas eu deixo uma mensagem para não desistir, porque é difícil, mas não é impossível. Então, assim, eu deixo esse lema: não desista, foco, força e fé."

 

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência , o relato reforça uma reflexão sobre a necessidade de eliminar barreiras e ampliar condições para que pessoas com deficiência possam estudar, trabalhar, constituir família, realizar projetos e exercer seus direitos com autonomia e acessibilidade .

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