Cotidiano

Diagnóstico precoce de Doença Renal Crônica evita a necessidade de hemodiálise

Neste Dia Mundial do Rim, especialista do Hospital do Rim da Santa Casa de Araçatuba alerta para o exame de creatinina para toda população

Da Redação - Hojemais Araçatuba
14/03/24 às 07h00
As máquinas de hemodiálise do Hospital do rim funcionam em quatro turnos que começam às 5h e são encerrados às 21h (Foto: Divulgação)

Toda segunda quinta-feira do mês de março, as atenções se voltam para um dos principais órgãos do corpo humano: os rins. Neste ano, a campanha para o Dia Mundial do Rim da SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia) tem como foco o exame de creatinina para toda a população. O procedimento é fundamental para o diagnóstico precoce da DRC (Doença Renal Crônica).

O exame avalia o funcionamento dos rins medindo a concentração de uma substância que é produzida pelo metabolismo muscular e eliminada pela urina. O nefrologista do Hospital do Rim da Santa Casa de Araçatuba, Guilherme Augusto Ugino, afirma que a campanha é fundamental, porque o exame é “uma forma simples, rápida e barata de diagnosticar a Doença Renal Crônica”.

“Por ser um exame barato e disponível no SUS (Sistema Único de Saúde), a maioria dos pacientes que descobre a Doença Renal Crônica é por meio do exame de creatinina. Cerca de 95% dos pacientes, aproximadamente, descobrem por meio deste procedimento na Santa Casa de Araçatuba”, acrescenta o nefrologista.

Segundo Ugino, o diagnóstico precoce da doença é essencial porque evita a necessidade, na maioria das vezes, de recorrer à hemodiálise. “A indicação é fazer este exame pelo menos uma vez ao ano. Ele é indicado, principalmente, para os pacientes que têm fatores de risco para as doenças renais: hipertensos, diabéticos, pessoas com mais de 50 anos, pacientes obesos e quem tem doença cardiovascular”, diz.

Referência

Atendendo em média 350 pacientes por mês, o Hospital do Rim, unidade do Serviço de Nefrologia da Santa Casa de Araçatuba, é referência desta alta complexidade para 40 cidades da área do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde). Em 2023, foram realizadas e 49.920 sessões de hemodiálise, 97% delas para pacientes do SUS.

O hospital conta com equipe multidisciplinar formada por cinco médicos nefrologistas e 67 profissionais de enfermagem e profissionais das áreas de fisioterapia, nutrição, psicologia e suporte de médicos especialistas em Angiologia e Cirurgia Vascular.

Ele mantém estrutura de tratamento (hemodiálise e diálise peritonial) e ambulatório médico para as primeiras consultas de pacientes encaminhados que precisam de avaliação especializada e acompanhamento dos pacientes em tratamento. No ano passado, foram realizadas 2.023 consultas.

Demanda

No total, são 64 máquinas de hemodiálise que funcionam em quatro turnos que começam às 5h e são encerrados às 21h. A diretoria do hospital tem buscado o aumento de máquinas para a unidade, que não tem conseguido atender às novas demandas.

Ugino informa que 30 pessoas estão na fila para iniciar o tratamento de hemodiálise no Hospital do Rim. O número reflete uma realidade em todo o País, de acordo com ele. Dados do Ministério da Saúde apontam que em 2023 o Brasil registrou 90 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados à insuficiência renal na rede pública.

“É importante que a população esteja atenta às doenças renais. Na maioria das vezes, é uma doença silenciosa, mas que tem fácil diagnóstico”, finaliza.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM COTIDIANO
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.