O Pavilhão de Ovinos do recinto de exposições Clibas de Almeida Prado, de Araçatuba (SP), está com as baias cheias para a 13ª edição da Expovinos, que ocorre na Expô Araçatuba. Os cerca de 60 animais chegaram na quarta-feira (7), com exemplares das raças Dorper, Ilê de France, Santa Inês, Suffolk e White Dorper, para participar da 13ª edição da Expovinos.
Trata-se de um evento oficial da Aspaco (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) com os julgamentos tendo início nesta sexta-feira (9) com as raças Dorper e White Dorper. No sábado (10), será a vez dos animais Suffolk.
Arnaldo Vieira Filho (Dindo) é diretor do Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste) e dono de um restaurante especializado em carne de cordeiro, em Araçatuba. Ele explica que a ovinocultura está distribuída em o todo território brasileiro, com uma grande diversidade de raças, e tem, portanto, grande potencial de crescimento.
“Falando especificamente da carne dos ovinos, ela é mais leve que a do boi, sendo de fácil digestão. Além disso, é muito rica em ferro, zinco, niacina e vitamina B e contém aminoácidos essenciais para o bom funcionamento do organismo”, afirma Dindo.
Ovinocultura
A criação de caprinos e ovinos no Brasil teve início ainda durante o período de colonização do país. Portanto, esteve diretamente relacionada à influência portuguesa e espanhola. Voltados à produção de carne e de lã, os rebanhos de ovinos e de caprinos se concentraram, inicialmente, no Nordeste e Sul brasileiros, embora esta última região tenha perdido representatividade ao longo dos anos.
Em meados da década de 1990, a queda dos preços da lã no mercado internacional desestimulou produtores sulistas, reduzindo o rebanho daquela localidade. Ao mesmo tempo, a atividade cresceu expressivamente em outras regiões, como no Centro-Oeste e Sudeste, voltada principalmente para a produção de carnes.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Brasil há aproximadamente 20 milhões de cabeças ovinas.
