Levantamento feito pelo Centro de Operações da CPFL Paulista mostra que no primeiro semestre deste ano foram contabilizadas 20 queimadas de todas as proporções, responsáveis por interrupções no fornecimento de energia, apenas nas cidades que contemplam a região de Araçatuba.
O número é inferior ao registrado nos primeiros seis meses de 2022, quando foram 31 queimadas desse tipo, incluindo ocorrências no campo ou na área urbana. Em todo o ano passado, foram 88 queimadas.
Entre os municípios com mais interrupções na região em 2021, Araçatuba liderou o ranking com 47 ocorrências, seguida de Penápolis, com 14 casos, e Birigui e Guararapes, com seis ocorrências cada.
Em nota divulgada à imprensa, o gerente de operações de Campo da CPFL Paulista, Ricardo Anacleto, explica que o trabalho de conscientização com o Guardião da Vida visa justamente diminuir o número de queimadas ano após ano e ter o menor impacto possível no serviço prestado.
Outro objetivo é alertar que as queimadas, de modo geral, são prejudiciais para o meio ambiente e à saúde humana.
“Além dos prejuízos à distribuidora, as queimadas geram destruição ambiental dos biomas e áreas que elas afetam, além de emitirem gases poluentes e fumaça, que causam mal à saúde, quando inalados”,
afirma.
Queda
Considerando todas as cidades atendidas pela CPFL Paulista em 2021, as interrupções desse tipo caíram 39% em relação a 2020, segundo a empresa. Foram 2.272 ocorrências no ano passado contra 3.715 no ano anterior.
Comparando apenas os primeiros seis meses de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, a redução chega 38%. Campinas liderou o ranking geral de queimadas em 2021, totalizando 168 ocorrências, seguida por Bauru e Ribeirão Preto, ambas com 112. Araçatuba aparece na décima posição, com 47 casos.
Risco
Anacleto comenta que os incêndios sob a rede de distribuição de energia muitas vezes são causados pelo uso do fogo como método de poda de plantações.
“O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras”
, alerta.
Ainda de acordo com a companhia, as queimadas podem ter causas humanas ou naturais e o tempo seco, aliado à ação dos ventos, pode fazer as chamas aumentarem e se proliferarem. A ausência de chuvas, comuns nesta época do ano, faz com que as queimadas em larga escala aumentem.
Na noite de domingo (7), por exemplo, foi registrada uma grande queimada em um canavial nas imediações do Condomínio Copacabana, na beira do rio Tietê, em Araçatuba.
Campanha
Porém, o assunto é discutido com grande empenho pelas distribuidoras e transmissoras de energia elétrica, devido a sério risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão.
Por meio da campanha Guardião da Vida, o grupo CPFL Energia incentiva a discussão sobre o tema, a fim de promover uma reflexão sobre as atitudes que poderiam ser evitadas, reduzindo transtornos e até salvando vidas.
Segundo o que foi divulgado, o calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, pode junto da fuligem levada pelo vento e grandes volumes de fumaça, provocar curtos-circuitos ou rompimento de cabos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras.
Até mesmo o ar quente gerado pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos que desligam as linhas de eletricidade.
Dicas para o convívio adequado entre rede elétrica e queimadas
Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas.
Faça
“aceiros”
para controlar o fogo.
Respeite a
“faixa de servidão”
ao realizar o plantio.
Não solte balões. Além de ser proibido por lei, o balão provoca incêndios.
Não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias. Muitos incêndios surgem desse ato.
Ao identificar um foco de incêndio, avise a Guarda Florestal e o Corpo de Bombeiros. Se for às margens de uma rodovia, ou próximo de uma rede elétrica avise também a concessionária ou órgão estadual responsável.