Justiça

Acusado de matar a amante esganada é condenado a 16 anos de prisão

Jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público em julgamento nesta quarta-feira em Araçatuba

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/10/21 às 22h12

O borracheiro Izaias Venâncio Batista, 47 anos, morador no bairro Engenheiro Taveira, em Araçatuba (SP), foi condenado a 16 anos de prisão em julgamento realizado nesta quarta-feira (6) pelo Tribunal do Júri. Ele foi denunciado por feminicídio qualificado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima, por ter assassinado Adriana Silva Martins, 43, que alegou que era amante dele.

A defesa do réu foi feita pelo advogado Eduardo Cury, que pediu a desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte e requereu o afastamento das qualificadoras. Batista está preso e participou do julgamento presencialmente.

Entretanto, os jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que não pretende recorrer da decisão. O julgamento foi presidido pelo juiz Henrique Castilho, que determinou o regime fechado para início do cumprimento da pena e não concedeu ao réu o direito o de apelar em liberdade.

Caso

Batista revelou à polícia ao ser preso em flagrante, no dia 27 de julho do ano passado, que mantinha um relacionamento amoroso com Adriana havia cerca de dois meses. De acordo com ele, na noite anterior ela chegou na casa dele embriagada e pediu para dormir no local. 

Inicialmente o borracheiro alegou que a ajudou a tomar banho, a agrediu e como ela desmaiou, a colocou na cama e foi dormir no outro quarto. Ele disse ainda que no outro dia saiu para trabalhar e quando retornou, passou na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro, pediu para uma enfermeira ir vê-la, mas ela já estava morta.

Esganada

Na denúncia do Ministério Público consta que o réu espancou a vítima antes de levá-la ao banheiro e voltou a agredi-la durante o banho, vindo a agarrá-la pelo pescoço e a bater a cabeça dela na parede.

O corpo foi encontrado na cama, sem roupa, coberto apenas por um lençol. O óbito foi constatado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e laudo do exame necroscópico apontou que a causa da morte foi asfixia por esganadura.

A vítima tinha escoriações no pescoço, no ombro esquerdo, nos joelhos, nos cotovelos e no pé direito.

Julgamento

O julgamento aconteceu no Fórum de Araçatuba, começou às 13h e terminou pouco depois das 19h, quando o réu foi reconduzido ao presídio para dar sequência ao cumprimento da pena.

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