O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) voltará a se reunir na próxima quarta-feira (6), para o julgamento do borracheiro Izaias Venâncio Batista, 47 anos, morador no bairro Engenheiro Taveira. Ele foi denunciado por feminicídio qualificado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima, por ter assassinado Adriana Silva Martins, 43.
O crime aconteceu na casa dele, em julho do ano passado, e a vítima foi morta esganada. O corpo foi encontrado apenas no dia seguinte. Ao ser preso, o réu confessou ter matado a mulher, dizendo que ela seria amante dele. Segundo a denúncia, Batista relatou que mantinha o relacionamento com Adriana havia aproximadamente dois meses.
Caso
Na noite de 26 de julho, a vítima teria chegado à casa do réu embriagada e pedindo para dormir no local. Porém, o crime só foi descoberto na manhã seguinte e policiais militares foram à residência pouco antes das 10h do dia seguinte, chamados por uma enfermeira que encontrou Adriana morta.
Batista estava em casa, alegou que havia saído de manhã para trabalhar e ao retornar, encontrou a vítima nua e desmaiada sobre a cama. Nessa versão inicial, ele disse que foi ao posto de saúde e chamou uma enfermeira, que encontrou Adriana sem vida e com o corpo já enrijecido.
A polícia percebeu que a casa havia sido lavada e a vítima tinha um arranhão na testa, um próximo ao mamilo e outro no braço. Questionado sobre os ferimentos, o borracheiro confessou que a havia matado.
Versões
De acordo com ele, após a vítima chegar embriagada, ela foi tomar banho e ele foi ajudá-la. Sem dar detalhes, ele disse que durante o banho a agrediu, ela desmaiou e ele a levou para o quarto, onde a colocou na cama e foi dormir em outro quarto.
Ainda na versão dele, após acordar pela manhã ele foi trabalhar e ao voltar para casa, por volta das 9h30, foi ao posto de saúde e chamou a enfermeira, que a encontrou sem vida e chamou a polícia.
Espancamento
Já na denúncia do Ministério Público consta que o réu espancou a vítima antes de levá-la ao banheiro, onde novamente a agrediu, batendo a cabeça dela na parede. Por fim, ele a agarrou pelo pescoço e a esganou.
Para a Promotoria de Justiça, o réu demonstrou frieza extrema ao lavar o imóvel, dormir com o corpo na residência e sair para trabalhar na manhã seguinte, deixando a vítima no local, vindo a procurar ajuda apenas quando retornou do trabalho.
O corpo da vítima estava sem roupa na cama, coberto apenas por um lençol e o óbito foi constatado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Laudo do exame necroscópico apontou que a causa da morte foi asfixia por esganadura.
