Justiça

Homem é condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por matar dono de lanchonete em Birigui

Jurados acataram pedido do Ministério Público e afastaram as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima

Agência Trio Notícias
05/06/25 às 19h10
Eurico Valentim do Nascimento Júnior, o Juninho Lancheiro, tinha 39 anos (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri de Birigui (SP) condenou Lucas Matheus de Lima Queiroz, 29 anos, a 8 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato do comerciante Eurico Valentim do Nascimento Júnior, 39. “Juninho lancheiro”, como era conhecido, foi morto a tiros na madrugada de 10 de março de 2022, na frente de um bar na praça Raul Cardoso.

O réu foi denunciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e com o recurso que dificultou a defesa da vítima. Entretanto, durante o julgamento nesta quinta-feira (5), o promotor de Justiça Rodrigo Mazzilli Marcondes pediu o afastamento das qualificadoras.

Ele foi atendido pelo jurados, que condenaram o réu por homicídio simples. Eles não acataram as teses da defesa, de legítima defesa e homicídio privilegiado.

Tiros

Conforme divulgado na época, Nascimento Júnior chegou ao bar no início daquela da madrugada e estacionou a moto dentro do bar, com autorização do proprietário. Ele cumprimentou os proprietários do estabelecimento e pediu uma dose de uísque com energético.

Cerca de duas horas e meia depois, o comerciante entregou as chaves da moto ao proprietário do estabelecimento, que iria encerrar o expediente. Enquanto a moto era retirada do bar, a vítima foi vista indo de encontro ao autor do crime, que estava no meio da rua.

Os dois teriam discutido e testemunhas ouviram Juninho dizer em voz alta: "você acha que tem arma de fogo, eu também tenho" . Na sequência ele levou um tiro, que teria causado ferimento no rosto. Quando estava caído no chão, houve outro disparo contra a vítima, desta vez na nuca e testemunhas teriam ouvido mais três ou quatro disparos.

Preso

O réu fugiu, mas foi preso em maio de 2023, em São Paulo, durante execução da Operação Resgate, uma ação permanente da Polícia Civil contra o tráfico de drogas na região central da Capital, conhecida como “Cracolândia”.

Na ocasião, Queiroz teria sido visto comercializando drogas e foi flagrado com 16 porções de cocaína e 105 pedras de crack, além de R$ 92,00 em dinheiro. Durante a prisão, os policiais encontraram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Birigui em 18 de outubro de 2022, relacionado ao homicídio.

Havia ainda outro mandado de prisão em aberto contra ele, referente a condenação por tráfico de drogas, crime ocorrido em 2016, também em Birigui. Além disso, o réu é investigado por uma dupla tentativa de homicídio em Birigui, tendo com vítima um homem de 38 anos e filho dele, com 14 anos, feridos por disparos de arma de fogo.

Fechado

O julgamento foi presidido pela juíza Moema Moreira Ponce Lacerda, que determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena e não concedeu ao réu, o direito de recorrer em liberdade.

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