Justiça

Polícia prende corretor condenado por extorsão

Crime aconteceu em 2006 e está relacionado ao pagamento de R$ 10 mil referente a trator que seria furtado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
17/03/19 às 11h23
Imagem: Ilustração

O corretor de seguros Laercio Vilera, 63 anos, morador no bairro Paraíso, em Araçatuba (SP), foi preso por policiais militares. Ele foi condenado a 7 anos e 9 meses de extorsão por crime cometido em 2006. A pena deve ser cumprida no regime inicialmente fechado.

O Hojemais Araçatuba teve acesso ao teor do julgamento do recurso em segunda instância, que resultou na expedição do mandado de prisão.

Esse julgamento ocorreu em 2014, mas a defesa tentou reverter a decisão em instâncias superiores. O processo aparece como encerrado no site no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo.

Crime

Consta na decisão que a vítima é um homem comprou um trator por R$ 55 mil, na época, por meio de uma cooperativa. Algum tempo depois, em fevereiro de 2006 , ele foi procurado por Laércio e outro réu, que se apresentou com delegado de polícia.

Os dois teriam informado à vítima que o equipamento era furtado, seria apreendido e que teria que pagar R$ 10.000,00 para não ser preso por receptação.

Preocupado, o dono do trator procurou a pessoa que lhe vendeu o veículo e essa pessoa o induziu-a a ceder às ameaças. Com medo, a vítima entregou dois cheques aos réus, os quais foram depositados na conta da companheira daquele que se apresentou como delegado.

Após ser feito o pagamento, o homem que vendeu o trator à vítima foi buscá-lo, alegando que o entregaria ao verdadeiro proprietário.

Provas

Segundo o TJ-SP, durante o processo os réus confessaram ter recebido o dinheiro. Entretanto, o suposto delegado alegou que foi Vilera que pediu para que o acompanhasse na cobrança de uma dívida e lhe entregou os dois cheques para serem depositados.

Já o corretor alegou que foi o primeiro que lhe pediu para levá-lo ao sítio para cobrar uma dívida.

A vítima confirmou em juízo que entregou para a dupla os dois cheques somando R$ 10 mil e que apesar do pagamento, o trator foi levado pelo antigo proprietário. Ela disse ainda que depois recebeu o dinheiro que seria referente ao veículo.

Reincidente

Ao definir a pena, a Justiça levou em consideração o fato de os réus terem agido em dupla e utilizando de arma de fogo. Além disso, o corretor é reincidente, de acordo com a decisão.

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