Justiça

Policial militar preso após disparo de arma de fogo em academia em Araçatuba obtém liberdade provisória

Decisão proferida em audiência de custódia; está proibido de frequentar bares e a academia onde ocorreram os fatos

Agência Trio Notícias
16/03/25 às 10h51

A Justiça concedeu a liberdade provisória ao policial militar de 47 anos, que havia sido preso em flagrante na noite de sexta-feira (14), em Araçatuba (SP), após a arma particular dele disparar e atingir outro frequentador de uma academia onde havia acontecido um campeonato de jiu-jítsu.

A decisão foi proferida durante audiência de custódia no Plantão Judiciário de Araçatuba na tarde de sábado (15). De acordo com a assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o benefício foi concedido diante de algumas medidas cautelares. 

O policial está proibido de se ausentar da comarca de Araçatuba, por 8 dias, sem autorização prévia da Justiça, e terá que comparecer a todos os atos judiciais. Além disso, ele foi proibido de frequentar bares e estabelecimentos do tipo e também não poderá ir à academia onde ocorreu o disparo de arma de fogo.

Em caso de descumprimento de qualquer das determinações, o mandado de prisão poderá ser expedido.

Caso

Conforme divulgado, por volta das 22h de sexta-feira a Polícia Militar foi informada de um disparo de arma de fogo nessa academia de jiu-jítsu, que fica na avenida Paranapanema, que é o complemento da avenida Café Filho.

Os policiais apuraram que no local ocorreu um campeonato durante todo o dia e no período da noite acontecia uma confraternização. No final dessa confraternização, o policial estaria manuseando um revólver calibre 38, carregado com oito cartuchos, em meio aos demais participantes.

Ainda será apurado como aconteceu o disparo, cujo projétil atingiu um fisioterapeuta de 43 anos, que foi ferido no braço esquerdo, próximo ao ombro. Ele também participava da confraternização e se preparava para registrar uma foto quando foi atingido.

Arma

Os próprios frequentadores do espaço socorreram a vítima, incluindo o policial militar, que teria pedido desculpas, afirmando que não tinha a intenção de atingi-la. O investigado foi detido no hospital, ao ser visto ocultando a arma, enquanto aguardava o fisioterapeuta receber atendimento médico.

Segundo o que foi relatado, o revólver estava com sete munições intactas e uma deflagrada. Ao ser ouvido na delegacia, o policial militar alegou que houve um acidente, já que arma estaria na cintura dele e teria caído enquanto abraçava os amigos para uma foto. 

Flagrante

O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante do policial militar, por disparo de arma de fogo e lesão corporal, e arbitrou fiança. Porém, ele permaneceu preso porque o dinheiro não foi apresentado.

O delegado determinou a apreensão da arma de fogo e munições para serem encaminhadas para perícia e o policial passou ou exame residuográfico. A vítima esteve na delegacia após passar por atendimento médico e optou por não representar criminalmente contra o investigado.

A reportagem encaminhou e-mail ainda na manhã de sábado para a assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública), pedindo informações sobre o caso, mas não houve resposta.

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