Justiça

Primos são condenados a 8 anos e 10 meses de prisão por tentativa de homicídio

Os réus tiveram as prisões preventivas decretadas e saíram do julgamento presos; um deles já estava na prisão por outro processo

Agência Trio Notícias
13/02/25 às 18h44

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, Walyson Renan Ferreira da Silva e Jonathan de Aguiar Ferreira, por terem tentado matar Jhon Cléber Miranda, 22, crime ocorrido em 5 de abril de 2012, no bairro Clóvis Picolloto. Os réus são primos e foram condenados por homicídio tentado, qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme a denúncia.

O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (13), no Fórum de Araçatuba, presidido pelo juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda, que decretou a prisão preventiva dos agora condenados. Walyson aguardava julgamento em liberdade, enquanto Jonathan estava preso por crime relacionado a outro processo.

Conforme divulgado, consta na denúncia que Walyson e Jhon Cléber se desentenderam devido à negociação de um carburador de moto que seria roubado, entraram em luta corporal e proferiram ameaças mútuas.

Tiros

Após o desentendimento, Walyson teria decidido matar a vítima e teria convidado o primo dele para auxiliar na execução do crime. Os dois saíram de moto e encontraram Jhon Cléber no cruzamento da rua Celso Antônio Ferreira com a Afonso Machado Gomes.

Walyson, que estava na garupa do veículo, sacou um revólver calibre 38 e disparou duas vezes na direção da vítima, que foi atingida e o projétil entrando pelo lábio superior, se alojando na nuca. Mesmo ferido, Jhon Cléber fugiu, foi socorrido, passou por atendimento médico, porém, foi assassinado 25 dias depois, em crime relacionado a drogas, segundo a denúncia.

Confessou

Walyson admitiu ter atirado na vítima, mas alegou que vinha sofrendo ameaças de morte. Ele negou a participação do primo dele no crime, que por sua vez, disse que apenas teria emprestado a moto para Walyson.

Durante o julgamento, o promotor de Justiça Adelmo Pinho pediu a condenação de acordo com a denúncia. Os réus tiveram as defesas feitas pelos advogados Benedito Matias Dantas e Isabela Aparecida Fioroto.

No caso de Jonathan, a defesa pediu a absolvição pela negativa de autoria e, em caso de condenação, o afastamento da qualificadora para ambos. Já no caso de Walyson, ele confessou o crime e alegou legítima defesa. Assim, o advogado também solicitou o reconhecimento do homicídio tentado privilegiado.

Por maioria, os jurados rejeitaram as teses da defesa e acataram os pedidos do Ministério Público. O regime inicial para o cumprimento da pena é o fechado.

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