Opinião

A ameaça de candidatos demagogos para o progresso de uma cidade

"Infelizmente, o Brasil é um dos países que mais sucumbe a esse tipo de cenário"

Marcos Antonio Mendes
23/02/24 às 15h50

Pessoas demagogas são aquelas que buscam obter apoio popular através de discursos inflamados, promessas vazias e manipulação emocional. Geralmente usam ou criam uma imagem de autoridade para influenciar e seduzir as pessoas mais humildes, enganando-as para conquistar o que eles desejam para si mesmos. Depois, sabemos bem o que acontece, eles as descartam sem nenhuma empatia, fecham as portas para elas e enchem seus bolsos de dinheiro e abusam das regalias do poder.

Esse tipo de gente, os demagogos, em vez de apresentarem propostas fundamentadas, projetos e planos viáveis de se realizar para alcançar o bem-estar coletivo, ficam apenas na retórica - ou na narrativa (como dizem por aí), pois o que interessa mesmo é o poder pessoal e o enriquecimento próprio e de seu grupo a qualquer custo. Na verdade, muitas vezes quem governa mesmo é alguém que está por trás do esquema, alguém que investiu muito dinheiro e claro, quer ter seu retorno financeiro com isso - seria uma espécie de candidato laranja, ou, candidato fantoche.

Infelizmente, o Brasil é um dos países que mais sucumbe a esse tipo de cenário. O dinheiro, somado a símbolos de autoridade, como “empresário de sucesso”, “senhor doutor”, “delegado”, “presidente”, “chefe” etc. resultam numa fórmula perigosa, mas muito eficaz para enganar pessoas simples, de bom coração, que acreditam humildemente em promessas descabidas.

Geralmente a conversa é sempre a mesma - e a atuação também. Começam apresentando soluções para tudo, empinam seus narizes dizendo que têm experiência para administrar negócios, são bem sucedidos (às vezes nem isso são), prometem sempre saúde, educação, segurança, obras importantes, blá blá blá… Mas depois que assumem o cargo, não fazem absolutamente nada do que prometeram, ignoram as reclamações do povo e apenas deixam para fazer alguma coisinha aqui, outra alí, somente no último ano do seu mandato. Você sabe bem o que é isso meu amigo leitor.

O uso de uma gravata bonita, uma roupinha alinhada, falas pomposas e carrões do ano não garantem competência - quanto menos honestidade. Isso você também já sabe. Por outro lado, estamos entrando numa nova era em que esse papo-furado não funciona mais, os discursos já não “fazem mais a cabeça” das pessoas. E isso é muito bom! Hoje, graças a Deus, todos têm acesso à informação na palma de sua mão e conseguem com isso pesquisar rapidamente sobre algo ou alguém que não conhecem, para poderem tirar suas próprias conclusões e deixarem, dessa forma, de serem enganadas facilmente. Por isso, é preciso ficar muito atento, ainda mais por que estamos num ano muito importante (politicamente falando). As eleições municipais estão aí.

Neste momento, tudo pode realmente acontecer. As pessoas definirão quem será o responsável por trabalhar junto com a população, aquele em quem acreditam que fará o melhor e o necessário para o desenvolvimento e prosperidade da comunidade. Mais do que nunca, o olho-no-olho é fundamental para que os cidadãos saibam onde vão confiar sua indicação, seu voto de confiança. Portanto, acessar os possíveis candidatos é fundamental. Chamá-los para responder às suas perguntas e dúvidas fará a diferença. E, aqueles que não responderem, você já sabe: é só papo-furado.

Foto: Divulgação

Marcos Antonio Mendes: cidadão buritamense e pequeno produtor rural

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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