O filósofo alemão Friedrich Nietzsche denominou o “comportamento de manada” como sendo “uma situação em que indivíduos em grupo reagem da mesma forma, embora não exista direção planejada”. Tal conceito tem origem no comportamento de animais que se juntam por algum motivo comum.
Quando se refere ao ser humano, trata-se de uma tendência de pessoas que seguem um grupo ou compartilham de uma ideia sem reflexão sobre ela. Sabendo disso, pessoas com má formação de caráter passam a divulgar notícias falsas para que sejam reproduzidas e influenciem a opinião pública, podendo, com isso, por exemplo, alterar o mercado econômico, ter reflexos na política e em especial na vida de cada um de nós. Esse comportamento consiste numa decisão individual irrefletida, influenciada por opiniões de grupos ou de determinada pessoa. Uma explicação para esse comportamento adesivo é que o ser humano não gosta de “ficar para trás” e quer a todo custo, seguir o “fluxo”.
A falta de tempo ou a correria do dia a dia podem levar à conclusão precipitada sobre determinado assunto, formada com base em informações superficiais sobre ele. A mensagem, assim, é que para se formar opinião sobre qualquer assunto devemos procurar fontes confiáveis, com referência segura.
Já fui expectador de órgão de imprensa de abrangência nacional criticando a prisão de criminosos em razão da lotação dos presídios, quando, na verdade, o problema do alto índice da criminalidade deve ser resolvido de outra forma, por meio de prevenção e de repressão, mas, de qualquer maneira, a lei deve ser cumprida, esteja o presídio cheio ou não.
Se um crime aconteceu, a falta de vagas em presídio não pode ser impedimento ao cumprimento da lei e da aplicação da pena. E que se construa mais presídios. Vejamos um outro exemplo.
Atualmente o governo federal transmite a mensagem de que a Previdência Social é deficitária e uma reforma é necessária, mas, sem adentrar no mérito sobre a real necessidade da reforma ou não, vários órgãos e institutos contestam essa afirmação, além de questionarem o montante do possível rombo e quem teria dado causa a ele.
Enfim, qualquer assunto, principalmente os mais polêmicos, exige estudo e reflexão, sob pena de se comprar “gato” por “lebre”.