Apesar dessa terminologia ser razoavelmente popular, muitos ainda não sabem o que realmente é uma startup, inclusive nos ambientes acadêmicos onde não deveria haver dúvidas. Alguns dizem que é qualquer pequena empresa nascente, outros, que é um tipo de empreendimento que deva apresentar certa inovação e tecnologia, outros que tem que ser uma empresa global, e por aí afora.
Mas uma definição me parece mais lógica, mais atualizada. “Um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócio repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”, segundo Yuri Gitahy, investidor-anjo de uma aceleradora.
Arriscar e investir numa ideia é o que está por trás disso. É na coragem de pessoas que acreditam que possam oferecer soluções para problemas do cotidiano com vistas para obter receita recorrente e ser dono de seu próprio nariz. O erro faz parte desse processo.
Mas como se lançar nesse novo mundo? É aí que entra esse ecossistema regional – título desse artigo, que é uma comunidade intensa e crescente pronta para acolher pessoas com ideias de negócios inovadores. São desde mentores que podem ajudar no direcionamento de ações iniciais até investidores-anjo que podem injetar dinheiro como parceiro.
Fazem parte de ecossistema as instituições educacionais, com vários projetos e cursos gratuitos voltados para tecnologia; as instituições de classe com projetos desbravadores como o Rotary, por exemplo, que promove o Rila (Rotary Youth Leadership Awards); o poder público com seus espaços coletivos como incubadoras de base tecnológica e outros hubs; eventos periódicos como meetups e meetings, summits e workshops que trazem novidades e compartilham experiências, como a Startup Weekend, um evento global que acontece em cidades no mundo todo e também são realizados periodicamente em nossa região.
Os sinais e tendências de mercado apontam para o surgimento cada vez maior de startups que podem fazer a diferença nas comunidades em que nascem, mudando o panorama local e abrindo um leque de possibilidades e oportunidades sem que seja necessário abandonar a cidade para busca de desenvolvimento profissional.
* Cássio Betine é pós-graduado em Tecnologias na Aprendizagem; CEO da F7DIgitall; fundador da IntecBirigui; community leader da Startup Weekend e Walking Together; organizador dosmMeetups tecnológicos de Birigui; autor de títulos literários sobre tecnologia, economia e mercado e autor de artigos periódicos nacionais e internacionais