O uso dessas tecnologias de inteligência artificial, como o GPT em chats, está realmente revolucionando a produção artística, oferecendo novas ferramentas para os criadores expandirem suas capacidades expressivas de forma rápida e até mesmo inovadora. E quando falamos em arte, não é apenas arte gráfica, visual, são praticamente todas as modalidades e expressões artísticas, como literatura, música, teatro, dança, cinema, escultura etc. Esses sistemas podem por exemplo gerar texto e música inspirando artistas a explorar territórios inéditos. Muitos DJs já exploram essas ferramentas e produzem muita coisa interessante, compartilhando novas formas e estilos surpreendentes.
Tecnicamente, a capacidade de processar e analisar grandes volumes de dados permite que essas IAs em chats identifiquem padrões, formas, tendências e estilos bem variados, os quais podem ser usados para criação de obras que dialogam com movimentos artísticos históricos ou contemporâneos ou até mesmo bem inovadores - claro que podem surgir coisas bizarras, mas… faz parte. Isso acontece também sem as IAs, não mesmo? Além disso, a própria interatividade dos chats GPT possibilita uma forma de colaboração entre homem e máquina, onde o feedback imediato do sistema pode ajudar a refinar ideias e conceitos artísticos, em um universo quase ilimitado.
Na verdade, artistas de diversas áreas já estão se deliciando com as possibilidades dos chatsGPTs não apenas para expandir suas expressões criativas e técnicas, mas também para acelerar sua produção. Na literatura, muitos escritores utilizam a ferramenta para gerar ideias de enredo, diálogos e até mesmo poesia, aproveitando a habilidade do sistema em processar linguagem natural. Na música, compositores experimentam novas letras e harmonias criadas pela IA, e podem analisar vastas quantidades de composições para sugerir criações inéditas. Nas artes visuais, talvez a mais expressiva, esse recurso vem auxiliando na composição de texturas, padrões e elementos gráficos, fornecendo uma base para obras digitais, reprodução de pinturas tradicionais e criação de peças publicitárias.
O negócio está tão sofisticado que a pintura "O Retrato de Edmond de Belamy" , uma obra criada por um algoritmo de aprendizado profundo, foi vendida em leilão como se fosse uma peça de arte tradicional por uma grana razoável. Na música, a IA já compôs "Daddy's Car" , uma canção no estilo dos Beatles, demonstrando a habilidade de capturar e emular estilos musicais específicos.
O nome disso é arte generativa, um campo que se beneficia enormemente do GPT. Nela, os artistas programam regras e parâmetros que guiam o processo de criação, permitindo que a obra se desenvolva de forma autônoma. Um exemplo famoso no meio, é o “AARON” , um programa de computador criado pelo artista Harold Cohen, que produz pinturas abstratas. Essa abordagem permite que os artistas explorem a aleatoriedade e a complexidade dos algoritmos para criar obras que praticamente nunca seriam possíveis apenas com a intervenção humana.
E para quem é cético sobre o ingresso dessas novas tecnologias na civilização, é bom sempre lembrarmos que a partir do momento que o homem cria e usa novas tecnologias, nunca mais volta ao estado anterior. Ou seja, elas acabam sendo absorvidas e incorporadas de alguma forma pela humanidade.
Mas há uma observação muito relevante a ser feita, e que pouca gente se dá conta. Como fazer a pergunta correta para essas inteligências artificiais para obter a resposta desejada? Muita gente não sabe elaborar com precisão o que precisa, justamente por não saberem formular/compor corretamente a questão (tanto contextualmente, quanto gramaticalmente).
E isso é o que vai separar os que se beneficiarão dessa tecnologia dos que não. Ou seja, é fundamental que nos preparemos intelectualmente, enriquecendo e ampliando nosso horizonte de conhecimento e consciência para não sermos subjugados por esses potencializadores cerebrais.
