Opinião

Momentos de incertezas

O devedor consciente irá se planejar para quitar suas dívidas. Geralmente é preciso sanar o “sangramento” causado pelos altos juros com o cartão de crédito e cheque especial

Walter Roque Gonçalves*
25/03/22 às 14h56

Mesmo com os recentes esforços do governo para baixar o valor dos combustíveis, em especial do óleo diesel, aumento das taxas de juros e incentivo para financiamento da casa própria, o ambiente ainda traz muitas incertezas.

A vida não para em momentos como estes, as necessidades mudam de lugar, surgem oportunidades por um lado e riscos por outro. Por isso, o endividamento deve ser algo feito em último caso. Aqueles tradicionais impulsos que levam às compras, sem a real necessidade, devem ser refreados. 

Antes de mais nada, é importante lembrar que dever não é crime! Segundo o Código de Defesa do Consumidor, artigos 42 e 71, crime é “expor o consumidor a ridículo, constrangimento físico ou moral, ameaça, afirmações falsas incorretas ou enganosas que o exponha, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer; a pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa.” Obviamente que o devedor responderá pela dívida, mas tudo precisa ser feito pelos meios legais.

O devedor consciente irá se planejar para quitar suas dívidas. Geralmente é preciso sanar o “sangramento” causado pelos altos juros com o cartão de crédito e cheque especial. Para tanto, paga-se estas dívidas com financiamentos de juros menores ou interrompe os pagamentos para que a dívida seja negociada de forma que caiba no orçamento.

Naturalmente o devedor receberá notificações e telefonemas, tudo está dentro da lei, desde que não haja constrangimento e coação durante a negociação, conforme os códigos do CDC citados.

Para aqueles que já estão endividados, sugere-se que 10% da renda bruta seja poupada, isto mesmo, poupar mesmo com dívidas! Isso ajudará a cobrir novos imprevistos; outros 20% destinam-se às renegociações. O restante será destinado a contas essenciais (água, luz, aluguel, supermercado, etc) e estilo de vida (salão de beleza, refeições fora do lar, presentes, etc.).

O planejamento ajudará a enfrentar esta fase de incertezas, para aqueles que podem evitar dívidas, este é o momento! Outros que já se endividaram, negociações e renegociações podem trazer o equilíbrio que falta no orçamento. Afinal, pode-se oferecer contrapropostas e, principalmente, criar negociações com parcelas que serão honradas dentro do orçamento. Todo esse trabalho permitirá a redução da pressão emocional, maior motivação, criatividade e força vital para superar esta fase de tantas incertezas.

(Foto: arquivo pessoal)

*Walter Roque Gonçalves é professor executivo FGV, consultor de resultados especializado em micro, pequenas e médias empresas.
(E-mail: walter@consultoriajk.com.br )

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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