Peixes
O prato pode ser elaborado com as diversas espécies de peixes, tanto de água doce como salgada. No litoral, o badejo, robalo, corvina, dourado, garoupa e namorado, ou também pode ser usado o camarão, as arraias, o cação e os mariscos. No interior, as ricas bacias hidrográficas oferecem o pintado ou surubim, dourado, bagre, traíra, pacu, tambaqui e outros.
Uma outra herança indígena que não podemos deixar de comentar são as panelas de barro utilizadas principalmente para fazer a moqueca.
Variações
A moqueca capixaba (ES), por exemplo, tem influência indígena e portuguesa. Já a moqueca baiana traz influência africana com o leite de coco e o azeite de dendê.
No Espírito Santo a moqueca capixaba é preparada sempre nas panelas de barro de goiabeiras, patrimônio imaterial desde 2002. Leva urucum para dar a cor avermelhada e coentro. É também acompanhada de pirão, outra preparação indígena feita com farinha de mandioca.
Já a concorrente baiana, não menos deliciosa, imortalizada na obra de Jorge Amado, leva a mão pesada de temperos, a doçura do leite de coco, o sabor do dendê, a ardência das pimentas de cheiro e o colorido dos pimentões, podendo ser de siri mole, como a de Dona Flor, ou de arraia, como a que foi a última refeição de Quincas Berro d`Água.
Recentemente, variações vegetarianas e veganas do prato substituem o peixe por ingredientes como carne de caju verde ou de jaca e banana-da-terra, ganhando novos adeptos.
A dica para preparar essa iguaria é elaborar primeiramente um caldo bem aromático contendo cebola, tomates, pimentões e acrescentar as postas de peixe nos últimos minutos do preparo.
