O mercado de trabalho formal no Brasil registrou um saldo positivo de 131.811 postos de trabalho com carteira assinada em maio. Este crescimento foi observado em todos os cinco grupamentos de atividades econômicas e em 26 estados. No acumulado do ano (janeiro a maio), foram gerados 1.088.955 postos de trabalho formais, e nos últimos 12 meses, o total de vagas criadas chegou a 1.674.775. Assim, o estoque total recuperado para o Caged no mês atingiu 46.606.230 postos de trabalho formais.
Os dados do Novo Caged de maio foram divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que destacou a criação de 2.549.064 vagas de trabalho com carteira assinada nos 17 meses de governo.
Das 27 unidades da federação, 26 registraram crescimento – a única exceção foi o Rio Grande do Sul, afetado por desastres climáticos recentes. As enchentes no estado resultaram na perda de 22.180 postos de trabalho em maio. Segundo o ministro Luiz Marinho, espera-se que os meses de junho e julho ainda apresentem resultados negativos devido ao impacto das enchentes, o que afetou o saldo médio nacional e da Região Sul.
As variações por região foram as seguintes:
- Sudeste: +84.689 postos (+0,36%)
- Nordeste: +31.742 postos (+0,41%)
- Norte: +9.912 postos (+0,43%)
- Centro-Oeste: +9.277 postos (+0,22%)
- Sul: -9.824 postos (-0,11%), sendo -22.180 apenas no Rio Grande do Sul
São Paulo liderou a geração de empregos, com um saldo de 42.355 postos (+0,3%), com destaque para os setores de serviços (+18.781) e agropecuária (+14.476). Em seguida, Minas Gerais registrou um saldo positivo de 19.340 postos (+0,4%), e o Rio de Janeiro gerou 15.627 postos (+0,4%).
Em maio, os setores que mais geraram postos de trabalho foram:
- Serviços: +69.309 postos
- Agropecuária: +19.836 postos
- Construção: +18.149 postos
- Indústria: +18.145 postos, com destaque para a Indústria de Transformação (+14.277 postos)
- Comércio: +6.375 postos
