(Foto: Tony Winston/Agência Brasília)
A
taxa de desemprego
no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice recuou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril, quando a taxa era de 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o desemprego estava em 5,6%, a queda foi de 0,3 ponto percentual.
O resultado também veio acompanhado de uma redução no número de pessoas desocupadas. Ao todo, 5,8 milhões de brasileiros estavam sem trabalho no trimestre de maio a julho, uma queda de 8% em relação aos três meses anteriores. Isso representa 503 mil pessoas a menos procurando emprego. Na comparação anual, houve redução de 299 mil pessoas.
População ocupada bate recorde
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o
maior resultado
da série histórica da pesquisa.
Na comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 1%, o equivalente a cerca de 1 milhão de pessoas a mais trabalhando. Em relação ao mesmo período de 2025, o aumento foi de 0,9%, com 899 mil pessoas a mais ocupadas.
Com isso, o nível de ocupação, que representa a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada, chegou a 58,9%. O resultado representa alta de 0,5 ponto percentual no trimestre e estabilidade na comparação anual.
A
força de trabalho,
formada por pessoas ocupadas e desocupadas, também atingiu o maior nível da série histórica, com 109,2 milhões de pessoas.
Informalidade fica em 37,5%
Apesar do avanço no mercado de trabalho, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais.
O percentual era de 37,2% no trimestre encerrado em abril e de 37,8% no mesmo trimestre de 2025.
Já o número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica. O resultado ficou estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.
O número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado chegou a 13,8 milhões, crescimento de
3,6% no trimestre,
ou 477 mil pessoas a mais.
Somando trabalhadores com e sem carteira, o número de empregados no setor privado alcançou 53,2 milhões, também o maior da série histórica.
Rendimento médio chega a R$ 3.762
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em
R$ 3.762
no trimestre de maio a julho.
O valor apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025.
A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou
R$ 383,5 bilhões,
maior valor da série histórica. O resultado representa crescimento de 4,1% em um ano.
Construção foi destaque na geração de ocupações
Entre os grupamentos de atividade, o
setor de Construção
foi o único a apresentar crescimento significativo na comparação com o trimestre encerrado em abril, com alta de 5,1%, ou 371 mil pessoas a mais ocupadas.
Na comparação anual, também houve crescimento nos setores de Construção, com 308 mil pessoas a mais; Transporte, armazenagem e correio, com 321 mil; e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 438 mil trabalhadores a mais.
Por outro lado, o setor de
Serviços domésticos
registrou redução de 4% no período de um ano, com 229 mil pessoas a menos ocupadas.
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