Fechado há um ano e 24 dias, o prédio de aproximadamente 150 mil m² onde funcionava a unidade da fábrica da PepsiCo/Mabel Três Lagoas ainda não tem destino certo.
A área foi cedida para a PepsiCo em 1998 e durante estes 21 anos operando no município, cumpriu com todas as exigências feitas pela Prefeitura de Três Lagoas e receberam a doação do espaço. Desde 2011 a empresa paga IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) ao município e enquanto não vender o prédio, continua com a responsabilidade do pagamento. O valor venal do prédio é R$ 11.407.708 milhões, e em 2019 pagou mais de R$ 82 mil de imposto para o município.
A empresa encerrou suas atividades no município no dia 15 de abril do ano passado. A indústria concentrou suas atividades em outros estados. Na época a PepsiCo comunicou que iria focar sua produção de biscoitos nas plantas de Sorocaba (SP), Aparecida de Goiânia (GO) e Itaporanga D’ajuda (SE). Com isso, a empresa encerrou as operações em Três Lagoas deixando cerca de 300 trabalhadores desempregados.
A decisão, segundo a empresa, tem como base a estratégia da companhia de promover um reequilíbrio estratégico de seus recursos, redirecionando a eficiência em sua cadeia operacional para um melhor aproveitamento da capacidade produtiva das plantas que produzem biscoitos no Brasil.
O Prefeito Angelo Guerreiro, em nota oficial na época da paralisação das atividades, se solidarizou com a situação dos funcionários da empresa e reforçou o compromisso de continuar trabalhando para atrair novos investimentos e novas indústrias para a cidade. Guerreiro disse que Três Lagoas é cidade de povo trabalhador e dedicado. Três Lagoas têm logística e total condição para receber grandes investimentos.
Procurada pela reportagem, a PepsiCo/Mabel explicou que para toda equipe de Três Lagoas, a empresa ofereceu um pacote especial de desligamento, adicional às verbas rescisórias legais, e todo suporte necessário no momento de transição, incluindo ações como workshops sobre empreendedorismo, planejamento financeiro e preparação de currículos, que inclusive foram distribuídos para outras empresas da região.
Com relação a possível venda ou aluguel do prédio, a empresa informou que por políticas internas e de compliance da companhia, ela não comenta informações sobre as instalações do terreno.