As celebrações de Natal e Ano Novo prometem movimentar a economia de Mato Grosso do Sul com uma projeção de R$ 1,27 bilhão, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS) em parceria com o Sebrae/MS. Desse total, R$ 837 milhões estão relacionados ao Natal, divididos entre presentes (R$ 414,8 milhões) e comemorações (R$ 422,6 milhões). Já o Ano Novo deve gerar R$ 434 milhões em gastos, registrando crescimento em comparação ao ano anterior.
Consumo e preferências no Natal
A pesquisa revelou que 83,49% dos consumidores planejam comemorar o Natal, e 61,23% pretendem comprar presentes. Os itens mais procurados são roupas (47,82%), calçados (27,82%) e brinquedos (26,42%), com 86,81% dos entrevistados optando por lojas físicas, especialmente no centro das cidades. O gasto médio previsto para presentes é de R$ 456, enquanto para as celebrações é de R$ 340.
Regiane Dedé de Oliveira, economista do IPF-MS, destacou a importância do momento para o comércio local. “O consumidor sul-mato-grossense está mais disposto a celebrar, o que impulsiona nossa economia. É fundamental que o comércio se prepare para atender bem e aproveitar o movimento gerado pelas festas”, afirmou.
Ano Novo e impacto econômico
As celebrações de Ano Novo também terão grande impacto econômico, com 83% da população planejando comemorar a data, principalmente com familiares e amigos. O gasto médio projetado é de R$ 348, com destaque para Três Lagoas (R$ 515,07), Coxim (R$ 443,92) e Campo Grande (R$ 332,10).
Dicas para os comerciantes
Paulo Maciel, analista técnico do Sebrae/MS, reforçou a importância das estratégias comerciais neste período. “Investir em experiências presenciais, descontos à vista e promoções criativas nas redes sociais pode atrair mais consumidores. Destaque para produtos populares, como roupas, calçados e brinquedos, com combos ou descontos progressivos, e use as redes sociais para engajar o público.”
Gastos com o 13º salário
A pesquisa apontou que 44,27% dos entrevistados receberão o 13º salário, e entre eles, 27,48% pretendem usá-lo para pagar contas, enquanto 13,34% planejam poupar. Outros 11,63% investirão em móveis ou eletroeletrônicos, e 10,83% quitarão dívidas atrasadas.
Metodologia da pesquisa
Realizada entre 4 e 12 de novembro, a pesquisa entrevistou 1.931 pessoas em oito municípios do Estado, com margem de erro de 5% a 6% e nível de confiança de 95%.
