A atividade industrial de Mato Grosso do Sul apresentou estabilidade durante o mês de agosto, conforme a Sondagem Industrial do Radar Fiems. No atual levantamento, realizado entre os dias 1 a 12 de setembro, 80% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul apresentaram estabilidade ou crescimento da produção (52% das empresas com produção estável e 28% com crescimento).
Quanto à utilização da capacidade instalada, 71% dos empresários industriais disseram que ela esteve igual ou acima do usual para o mês. Já a utilização média da capacidade total de produção encerrou o mês em 75%.
Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, para os próximos seis meses as expectativas seguem positivas, ou seja, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul estão otimistas e esperam crescimento da demanda por seus produtos e aumento das contratações.
“Com essa combinação, os índices de confiança e intenção de investimento permanecem em patamares elevados, com 68% dos empresários afirmando que pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses, enquanto 57% disseram confiar na melhora da economia brasileira no período considerado”, explicou Ezequiel Resende.
A pesquisa ouviu 79 empresas ou 4,4% da amostra nacional, sendo 33 pequenas, 37 médias e nove grandes dos seguintes segmentos: produtos alimentícios, produtos de material plástico, produtos de metal, produtos têxteis, confecção de artigos do vestuário e acessórios, produtos de minerais não metálicos, máquinas e equipamentos, produtos de borracha, metalurgia, extração de minerais não metálicos, bebidas, couros e artefatos de couro, biocombustíveis, químicos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, atividades de apoio à extração de minerais, calçados, produtos de madeira, produtos de limpeza e produtos farmoquímicos e farmacêuticos.
Expectativas para os próximos seis meses
Ainda de acordo com a Sondagem Industrial, em setembro, 7,6% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira. Em relação à economia estadual, o resultado alcançou 6,3% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 6,3% dos empresários.
Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 35,4%. Já em relação à economia do estado esse percentual alcançou 40,5% e, a respeito da própria empresa, 29,1% disseram que a situação deve permanecer igual.
Por fim, 57,0% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar. Já em relação à economia estadual, o resultado ficou em 53,1% e, no caso da própria empresa, 64,6% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado.
*FIEMS
