A ameaça a uma promotora de justiça de Três Lagoas teria sido o estopim para a investigação do Gaeco (Grupo de atenção especial ao crime organizado) que terminou na prisão da Secretaria de Esportes Juventude e Lazer de Três Lagoas (Sejuvel), Marisa Rocha, ocorrida na tarde de quarta-feira (6).
A Operação Themis foi deflagrada no mês de janeiro em Três Lagoas, Ponta Porã e Campo Grande, na ocasião foram cumpridos dezessete mandados de busca e apreensão, sendo um deles na casa da vereadora licenciada. Na ocasião foram apreendidos computadores e celulares contendo pesquisas nas redes sociais da promotora e de seus familiares.
ENTENDA COMO TUDO COMEÇOU
A história começou quando a promotora de justiça recolheu os filhos de Maika Romão, sob a alegação de que a jovem estaria negligenciando os cuidados com as crianças. Os pequenos foram recolhidos para o abrigo nos primeiros meses do ano passado.
A mãe de Maika foi quem alertou o Ministério Público a respeito do possível ataque à promotora que conduzia o caso. De acordo com a denúncia a jovem estaria envolvida com pessoas de alta periculosidade que arquitetavam um ataque à promotora e sua família. Maika acabou sendo presa.
A promotora solicitou apoio ao Gaeco que durante as investigações teria identificado uma relação entre Maika e Marisa Rocha, que em mais de uma ocasião usou a tribuna para defender a jovem. Além de conversas a respeito das ameaças, os investigadores também identificaram o tráfico de drogas.
A reportagem do Hojemais entrou em contato com a defesa de Marisa Rocha que nos informou estar em Campo Grande e se comprometeu a trazer informações sobre o caso posteriormente.