O desembargador Paulo Fontes, do TRF3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, que fica em São Paulo, acatou o pedido de Habeas Corpus ingressado no início da tarde deontem (17).
A determinação de monitoramento eletrônico dele foi da juíza federal Monique Leite. A decisão do desembargador Paulo Fontes do Tribunal Regional Federal da Terceira Região foi proferida juntamente com a liberdade do empresário Mirched Safar Junior, dono da Gráfica Alvorada e também investigado na operação.
Puccinelli está usando o monitoramento eletrônico desde o último dia 11 quando a Polícia Federal o levou para depor na sede da PF na Capital e de lá ele seguiu para a Agepen onde foi colocada a tornozeleira. A decisão é suspensiva, ou seja, ainda pode ser mudada. O ex-governador alega que não tem dinheiro para pagar a fiança, já que seus bens estão bloqueados.
O argumento usado para pedir a retirada da tornozeleira eletrônica, segundo advogado Eduardo Mendonça Alvarenga, foi o fato de que André Cance, ex-secretário-adjunto de Estado de Fazenda e também alvo da 4ª fase da Operação Lama Asfáltica, foi libertado nesta terça-feira (16) sem a exigência de monitoramento remoto. “O uso da tornozeleira é absolutamente desnecessário”.