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Assembleia Legislativa: Mochi deve ser reeleito por consenso

As articulações entre os deputados estaduais que integram a bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul não foram suficientes para impedir à reeleição de Júnior Mochi (PMDB) na Mesa Diretora da Casa, o qual deve continuar no cargo por mais dois anos.

Hojemais - João Maria Vicente
07/12/16 às 07h38
Presidente Junior Mochi conduziu a votação dos projetos (Divulgação/ALMS)

As articulações entre os deputados estaduais que integram a bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul não foram suficientes para impedir à reeleição de Júnior Mochi (PMDB) na Mesa Diretora da Casa, o qual deve continuar no cargo por mais dois anos.  

Apesar de majoritária, a bancada tucana não reuniu o consenso esperado em torno da candidatura do deputado Beto Pereira (PSDB), que recuou, abrindo espaço para o aliado do ex-governador André Puccinelli, principal expoente do PMDB no Estado.

Mochi será candidato de consenso, garantiu interlocutor da Assembleia ao confirmar o acordo em torno da chapa consensual.  

O acordo suprapartidário também prevê a permanência do deputado Zé Teixeira (DEM) na primeira-secretaria, o segundo cargo mais importante da Mesa Diretora.

Ainda não há uma definição para a composição dos demais cargos da Mesa, como a vice-presidência, atualmente ocupada pelo deputado Onevan de Matos (PSDB); Grazielle Machado (PR), 2° vice-presidente, Mara Caseiro (PSDB), 3° vice-presidente, Cabo Almi (PT), 2° secretário e Felipe Orro (PSDB), 3° secretário.

Ninguém da cúpula tucana, no entanto, garante que Beto Pereira ocupará outro cargo de menor importância na Assembleia. 

O secretário Sérgio de Paula (Casa Civil), principal articulador político do governo, prevê que esta semana sairá à composição da chapa eclética.

Segundo ele, a ideia do governo é eleger a direção da Mesa sem racha na base de sustentação do governador Reinaldo Azambuja, que dispõe de maioria folgada na Assembleia.

Apenas os deputados petistas Amarildo Cruz, Cabo Almi, Pedro Kemp e João Grandão fazem oposição ao governo.

O prenúncio de que a indicação de Beto Pereira não daria certo como nome de consenso foi exposto pelo seu correligionário Maurício Picarelli, decano na Casa. Ele foi a imprensa criticar as articulações conduzidas por Sérgio de Paula, praticamente vetando o nome de seu companheiro de bancada. 

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