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Cinco estavam envolvidos em fraude de concurso; PF descarta anular certame

Três candidatos pagaram R$ 6 mil, mas só dois fariam provas

Correio do Estado - Redação
27/03/17 às 14h01
Detalhes da ação foram repassados hoje (Bruno Henrique/Correio do Estad)

A Polícia Federal revelou no fim da manhã de hoje (27) que pelo menos cinco pessoas estavam envolvidas em esquema para fraudar concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Mato Grosso do Sul, realizado ontem, na Capital. A corporação descarta anulação do certame porque a Operação Gabarito conseguiu barrar a fraude.

Dos cinco envolvidos, três foram presos ontem. Segundo a PF, três candidatos de Alagoas que pagaram R$ 6 mil cada um para obter respostas das questões por meio de ponto eletrônico fariam a prova, mas apenas dois, de 29 e 39 anos, foram aos locais de aplicação do concurso. Um dos candidatos, se fosse aprovado, pagaria R$ 50 mil. 

Um integrante da quadrilha, chamado no esquema de “piloto”, de 25 anos, se inscreveu no certame, mas o objetivo dele era apenas pegar o caderno de questões para que tudo fosse analisado por um outro homem, que estava no Distrito Federal e passaria as respostas para os candidatos.

O “piloto” estava em sala da Uniderp-Anhanguera, e fingiu passar mal para deixar o local de prova. O rapaz enganaria os fiscais deixando um simulado na mesa, e escondendo o caderno de questões no corpo para levá-lo até o banheiro, onde poderia tirar foto das perguntas ou repassá-las por dispositivo eletrônico ao integrante do grupo criminoso, em Brasília. A ação foi frustrada por policiais federais, que receberam denúncia anônima de que a fraude seria aplicada no concurso.

Os outros dois candidatos que se beneficiariam das respostas foram presos em salas da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e da Facsul. Eles confessaram que já tentaram aplicar golpe semelhante em outro concurso realizado no Sergipe, mas que daquela vez não foram aprovados porque o ponto eletrônico não funcionou.

O delegado da PF responsável pela investigação,  Fernando Rocha, afirmou que os concurseiros não tinham nenhuma chance de serem aprovados sem a “cola eletrônica” porque não sabiam sequer o conteúdo que seria cobrado no exame.

“Estamos em busca de mais envolvidos. Não há possibilidade de cancelar o concurso porque conseguimos barrar a fraude”, disse o delegado.

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