A criação do Distritão, em que é eleito o candidato mais votado, é uma das matérias que faz parte da Reforma Política que se encontra em tramitação na Câmara dos Deputados. Caso esse modelo estivesse em vigor na eleição passada, quatro dos atuais 17 vereadores de Três Lagoas não teriam sido eleitos em 2016.
São eles: Sargento Rodrigues (PSC), 657 votos; Davis Martinelli (Pros), 651 votos, Rialino (PT do B), 629 votos, e Isabel Cristina (Solidariedade), 616 votos. Os seus lugares seriam ocupados por candidatos que tiveram mais votos: Celso Yamaguti (808 votos), Vera Helena (784), Diógenes Marques (779 votos) e Sebastião Neto (754 votos), todos os PSDB.
Nesse caso, o PSDB, que possui a maior bancada da Câmara, com cinco vereadores, quase dobraria os seus representantes, com nove parlamentares.
O Solidariedade teria apenas o professor Flodoaldo, enquanto que O Prós, PSC e PT do B não teriam representantes na Câmara de Três Lagoas.
No distritão, os votos de deputados e vereadores passam a ser majoritários – ou seja, os mais votados dentre os candidatos de todos os partidos são eleitos. O modelo foi aprovado pela comissão especial de reforma política da Câmara Federal, mas ainda precisa passar pelo plenário para passar a valer. Se for aprovado e sancionado até o dia 7 de outubro, entrará em vigor na eleição de 2018.
O distritão significa o fim do sistema proporcional, onde o que conta são os votos de cada chapa e o quociente eleitoral (divisão do número de votos válidos pelo número de vagas no parlamento).
Atualmente, se uma coligação ou partido atinge uma votação equivalente a cinco vezes o quociente eleitoral, conquista cinco cadeiras: elas serão preenchidas com os cinco candidatos mais votados dentro daquela chapa.