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Política

Com rigorosos critérios de seleção, partido não aceita a filiação de politicos

Partido Novo quer lançar oito candidatos a deputado federal no Estado

Hojemais - João Maria Vicente
23/02/17 às 09h57
Marco Garcia de Souza é um dos filiados ao Partido Novo (Reprodução Facebook)

Com pouco mais de um ano de fundação e mais de 10 mil filiados no Brasil, o Partido Novo, que realizou evento em Três Lagoas na semana passada, não aceita em suas fileiras quem esteja exercendo cargo político eletivo. 

O Novo pretende conquistar mil sul-mato-grossenses em todo o Estado, entre filiados e apoiadores, até o final de 2017. Em Três Lagoas, de acordo com o site do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) existem apenas dois filiados e não há um responsável pelo partido. A meta para o MS é lançar candidatos a deputado federal em 2018, sendo um por cada região, incluindo Três Lagoas, conforme informou Carlos Nasser, o responsável pela sigla no Estado.

Em, Três Lagoas, um dos filiados é o pecuarista e presidente do Sindicato Rural, Marco Garcia de Souza, que ingressou na legenda um dia após a sua fundação. Mas ele já adverte que não participará da política eleitoral. “O Novo é um partido de ideias, não de pessoas e eu me identifico com todas as ideias do partido, por isso me filiei”, disse, revelando que nunca havia se filiado a nenhum partido político. “É o único partido que não tem políticos entre seus filiados e não aceita ficha suja”, pontuou.

NOVA FILOSOFIA

De acordo com seus estatutos, o Novo não aceita recursos do Fundo Partidário, mas se mantém através de doação de pessoas e mensalidade dos sócios. Quem tiver intenção de ser candidato, além de ter de passar por um processo de seleção em quatro etapas, terá de viabilizar recursos para sua campanha. 

A proposta do Novo é que os governos têm que focar em Educação, Saúde e Segurança e que o resto deve ser de responsabilidade da iniciativa privada.

Além disso, entende que deve haver redução de impostos para deixar mais dinheiro na mão da população, a fim de que ela decidir o que fazer. Ou seja, o governo tem de parar de interferir na vida das pessoas.

Essas e outras coisas, segundo Marco Garcia, foram o que o atraiu para o partido. Mas ele sabe que é um projeto de longo prazo, cujo resultado só será visto por gerações futuras. “Mas se não começar, nunca irá mudar”, finaliza.

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