Ontem (15), o Congresso Nacional aprovou 31 projetos de créditos orçamentários, para reforçar os recursos ou criar dotação destinada a diversos órgãos de todos os poderes. As matérias seguem para a sanção presidencial.
O maior valor vai para a Petrobras (R$ 460 milhões). O crédito, segundo o governo, vai possibilitar a adequação dos processos de refino, a fim de que se reduzam perdas na produção de óleo e gás, além da implantação de nova unidade de fertilizantes nitrogenados em Três Lagoas (MS) para suprir a demanda nacional por uréia e amônia.
Os recursos são oriundos do PLN 32/16, que libera crédito para várias empresas estatais, no valor de R$ 845,5 milhões.
OBRAS PARADAS
Vale lembrar que, com cerca de 80% concluída R$ 3 bilhões investidos pela Petrobras, a UFN-III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados) completou no último dia 11 dois anos de obras paralisadas. Os mais de cinco mil trabalhadores que movimentaram a economia de Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, estão reduzidos a uma pequena equipe de manutenção.
A inauguração estava prevista para setembro de 2014 e em 10 de dezembro daquele mesmo ano, a Petrobras rescindiu contrato com o Consórcio formado pelas empresas Galvão Engenharia e a Sinopec Petroleum, alegando descumprimento de cláusulas. Até então, a obra iniciada em fevereiro de 2013 foi marcada por protestos de funcionários que alegavam o não pagamento de salários.
Em julho deste ano, o governador Reinado Azambuja (PSDB) reuniu-se com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, para cobrar providências. Na ocasião, a estatal garantiu que concluiria a obra - promessa feita em outras reuniões ao longo dos últimos dois anos. Houve ainda a especulação sobre parceiros chineses e até bolivianos para concluir a obra, o que também não ocorreu. Sem a fábrica concluída, o Brasil continua importado parte do fertilizante consumido no país.