Com o auditório lotado por policiais civis e delegados, os deputados estaduais aprovaram, em segunda votação, o projeto que traz mudanças nos concursos da Polícia Civil. A principal polêmica era sobre a formação na academia, que com a alteração, será mais uma fase classificatória da seleção, com o aluno na condição de candidato e não policial nomeado.
Os representantes do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de MS) alegam que com esta mudança, os policiais civis "perdem direitos e conquistas", já que quando for feito o concurso, o candidato vai chegar na academia, sem qualquer garantia, recebendo apenas um auxílio-bolsa, ao invés da remuneração de policial já nomeado.
Já o governo estadual e o delegado-chefe da Polícia Civil, Marcelo Vargas, entende que a academia precisa ser uma fase classificatória do concurso, já que é neste momento que o candidato vai ser avaliado se estará apto e tem vocação, para exercer esta função. "Tivemos problemas com a atuação legislação, por isso resolvemos mudar e fazer como era antes", disse Vargas.
O delegado-chefe já tinha explicado que atualmente o policial já entra nomeado (academia), em função de uma mudança na lei, feita pelo então governador André Puccinelli (PMDB), em 2014, que realizou a alteração, para atender a legislação eleitoral, daquele ano.