Sessão ordinária desta terça-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, foi marcada por discussões sobre a Operação Carne Fraca, da PF (Polícia Federal), que revelou o uso de carnes podres, maquiadas com ácido e reembaladas depois de vencidas, por parte de grandes empresas, com atuação nacional e no exterior, como a BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão); e JBS (dona da Seara e Big Frango), que tem unidades no Estado. No entanto, as unidades sul-mato-grossenses não foram alvo da operação.
O deputado Márcio Fernandes (PMDB) disse que vai pedir, por meio de documento oficial da Assembleia, que a PF divulgue uma lista dos frigoríficos que não tiveram problemas na investigação.
De acordo com ele, 99,5% dos frigoríficos do país estão regulares e apenas uma minoria cometeu irregularidades. “Mato Grosso do Sul e o Brasil têm a melhor carne do mundo. Conheço a fiscalização aqui e é boa. Não podemos generalizar e colocar todos na mesma vala comum”, declarou.
Beto Pereira (PSDB), alegou que o destaque midiático feito pela PF colocou em risco a instituição agronegócio, que é conceituada e responsável pelos números positivos do país. “Todo radicalismo comete exageros e prejuízos, o que pode gerar prejuízos em toda cadeia produtiva”, ponderou o parlamentar.
Mais ríspido, Onevam de Matos (PSDB) condena as informações transmitidas. “Nunca vi tamanha irresponsabilidade da PF. Depois de dois anos de investigação não poderia fazer uma divulgação como foi feita, que pode prejudicar todo país. Muitas informações foram passadas erradas, tanto na mídia como nas redes sociais”, disparou.