Em tempos de Mensalão e Lava Jato, bem como de centenas de outras operações que pipocam pelo Brasil desmascarando políticos corruptos, a população comum vai cada vez mais desacreditando e procurando manter distância dessa classe.
Existem os que simplesmente não envolvem de forma alguma com a política e o processo eleitoral como, por exemplo, não são filiados a nenhum partido e não participam de campanhas eleitorais, mas há também os que são mais radicais, e optam por abster-se votar, por não acreditar em nenhum dos candidatos.
É o caso, por exemplo, de Cesar Moreira, que não pretende voltar em ninguém nas eleições 2018. “Acho melhor pagar a multa”, disse. Questionado se pertence a algum partido político, ele responde: “em nenhum, graças a Deus”.
Hegildo Alencar diz que nutria muito carisma pelo PT, mas que hoje tem ódio, não do partido, mas dos integrantes. Afirmando estar extremamente insatisfeito com a politica, ele diz que não sabe ainda em quem votar no ano que vem.
A sua reclamação principal é quanto à morosidade da Justiça para condenar um político. “E quando são condenados, eles conseguem ficam em prisão domiciliar; isso é um absurdo”, protesta.
Adilson Daniel Nogueira é outro que está desiludido com os políticos, “principalmente com os da nossa cidade”, enfatiza. Por conta disto, afirma que pretende sair para pescar no dia das Eleições.
Reclamando que politica está mal falada no exterior, ele afirma que o Brasil esta sendo feito de trouxa. “E o pior é que o povo se vende por um botijão de gás, por uma cesta-básica ou por 50 reais para tomar cachaça”, denuncia, e prossegue: “ai tem que aumentar combustível para preencher os rombos dos cofres públicos, ou seja, fica comprovado que roubaram e o pobre do trabalhador é que tem que pagar”. Para ele, o povo tem que largar mão desse negocio de votar.
“Não curto essa coisa de política não; eu não voto”, responde Abel Neves Duarte da Silva, que se classifica como um brasileiro fora dos interesses da pátria.
Afirmando nunca ter gostado de politica e que não pode passar nervoso, diz que para ele tanto faz. “Se melhorar tá bom, se piorar também, também e se ficar do jeito que tá (sic), também está bom”, pondera, afirmando que seu desejo é que voltasse a ditadura. “Bons tempos em que enforcavam gente ruim”, finaliza.
“Acho que como todo cidadão, não estou nem um pouco satisfeito [com a política]”, diz Claudionor Bernardo Teodoro. Apesar disto, afirma que vai votar sim e que já tem em quem votar para presidente: Bolsonaro. Quanto aos políticos do Estado, falou que não está confiando em quase ninguém, “mas se o Jorge [Martinho, pré-candidato a deputado estadual] sair eu posso pensar”.