Tedros Adhanon Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi questionado, nesta sexta-feira, 17 de abril, durante coletiva de imprensa em Genebra, sobre a demissão do Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde.
"Sim, nós estamos cientes de que o presidente do Brasil trocou o seu ministro da Saúde hoje. Eu gostaria de agradecer ao ministro pelo serviço dele ao povo", respondeu,o diretor de programas de emergência da OMS, Michael Ryan.
A repórter comentou sobre o impasse entre Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro sobre as recomendações do isolamento social. No questionamento, ela perguntou o quão preocupado Tedros estava com a situação do Brasil e que mensagem ele gostaria de mandar ao país.
"É essencial, entretanto, que não só o Brasil, mas todos os governos, tomem decisões baseadas em evidências e tenham uma resposta do governo inteiro e da sociedade inteira ao responder à pandemia de Covid-19", respondeu Ryan. "Todos temos o dever de proteger nossas populações mais vulneráveis".
"A Opas, nosso escritório regional nas Américas, tem apoiado o Brasil, em preparação e resposta à Covid-19, desde janeiro. E tem ajudado o Brasil a comprar milhões de testes PCR para expandir a capacidade diagnóstica. A primeira leva deve chegar na semana que vem", disse Ryan.
"Nós queremos focar em fornecer apoio técnico, operacional e científico ao Brasil, por meio da Opas, nosso escritório regional para as Américas. E fazer isso consistentemente, sem falhas, em apoio ao Brasil e em todos os países da América do Sul e Central, e das Américas como um todo", concluiu o diretor de emergências.
*Com informações do G1