Segundo o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 28 de abril, o número de mortes no Brasil devido a Covid-19 já ultrapassou a marca dos 5 mil. Esse número superou o total de vítimas da China, que foi de 4.643.
Quando esse dado foi exposto para o presidente Jair Bolsonaro, na portaria do Palácio da Alvorada, ele perguntou o que quer que ele faça em relação às mortes.
Durante a entrevista, uma jornalista disse ao presidente: “A gente ultrapassou o número de mortos da China por covid-19”. O presidente, então, afirmou:
“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", disse, em referência ao próprio sobrenome.
Ainda na mesma entrevista, Bolsonaro disse se solidarizar com as famílias das vítimas. “Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas”, disse.
“Mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás”, disse o presidente.
Quando questionado se conversaria com o ministro da Saúde sobre a flexibilização do distanciamento social, Bolsonaro afirmou que não dá parecer e não obriga ministro a fazer nada.
Bolsonaro ainda afirma que o vírus irá afetar 70% da população e que nunca negou que a Covid-19 resultaria em mortes.
“As mortes de hoje, a princípio, essas pessoas foram infectadas há duas semanas. É o que eu digo para vocês: o vírus vai atingir 70% da população. Infelizmente é a realidade. Mortes vão haver. Ninguém nunca negou que haveria mortes”, disse o presidente.
*Com informações do G1