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Eldorado se envolve em rumores de que pode ser vendida e é citada na Lava Jato

Em delação premiada, Joesley Batista admitiu que houve propina para facilitar os financiamentos à Eldorado Brasil; pagamento de mesada a um procurador da República para receber informações sigilosas de uma das três operações do Ministério Público Federal (MPF) que a envolveram e intervenção de autoridades em favor de interesses da empresa.

Danielle Brito
07/06/17 às 10h30
(Arquivo/Hojemais)

Em delação premiada, Joesley Batista admitiu que houve propina para facilitar os financiamentos à Eldorado Brasil; pagamento de mesada a um procurador da República para receber informações sigilosas de uma das três operações do Ministério Público Federal (MPF) que a envolveram e intervenção de autoridades em favor de interesses da empresa.

Segundo o Valor Econômico, o empresário confirmou o financiamento de R$ 2 bilhões feito pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção da fábrica da Eldorado - que rendeu US$ 30 milhões para o caixa de campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) - a pedido do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Joesley revelou também que houve pagamento ilegal na captação pela Eldorado de R$ 940 milhões, no fim de 2012, em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do fundo FI-FGTS. O esquema, envolvendo recursos do fundo deu origem à Operação Sépsis - um desdobramento da Lava-Jato.

O presidente da Eldorado Brasil, José Carlos Grubisich, disse neste domingo, dia 4 de junho, que não avalia um acordo de delação premiada, aos moldes do que foi firmado pelos irmãos Joesley e Wesley. Na segunda-feira, dia 5 de junho, a coluna de Lauro Jardim, do jornal “O Globo” informou que é “grande a possibilidade de mais uma empresa da J&F entrar no rol das delações”. “Neste caso, Grubisich falaria aos procuradores”, diz a nota. Por meio da assessoria de imprensa, o executivo negou a informação e afirmou que não é delator.

NEGOCIAÇÃO

A Eldorado Brasil disse que não tem conhecimento de qualquer negociação realizada pelos seus controladores em relação a uma possível venda da empresa.

Em nota de esclarecimento, publicada no Valor Econômico, a J&F disse que não buscou e nem contratou nenhum banco para vender a participação societária.

 “A companhia reitera que em nenhum momento deixou de observar as normas referentes à divulgação de informações ao mercado e reafirma que segue as melhores práticas de governança corporativa e se compromete a informar qualquer ato ou fato relevante ocorrido ou relacionado aos seus negócios”.

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