Durante a inauguração do novo prédio do Sesi de Três Lagoas, na quinta-feira (17), representes de 35 entidades representativas entregaram ao governador Reinaldo Azambuja e ao prefeito eleito e deputado estadual Ângelo Guerreiro, ambos do PSDB, documento manifestando a preocupação em relação à utilização da área desativada da NOB que corta a cidade numa extensão de 9,5 km.
Na ocasião, foi esclarecido que local está abandonado, com diversos focos de lixo e invasões, e que para iniciar o projeto, será necessário a urgente elaboração de um georreferenciamento de toda aquela extensão, dando suporte para o Macro Projeto Executivo, o que o que permitira com que a obra seja executada por etapas. O macro projeto faz parte do plano de Governo de Angelo Guerreiro e é encampado por integrantes de sua equipe de transição.
Em relação ao assunto, o governador ficou de analisar quando o projeto for concebido, mas frisou que tem de ser executado em uma área que seja do Estado ou do município, observando que área pretendia é da União. Ele ainda lembrou que tem grandes desafios e que, portanto, “temos que ser econômico e fazer projetos com viabilidade para não ter elefantes brancos. Nós precisamos ter começo, meio e fim".
Guerreiro, por seu turno, reconheceu que há uma grande expectativa por parte de todos em relação ao assunto, enfatizando que, para tanto, são necessários recursos.
PROJETO
Em seu plano de Governo, Guerreiro propõe fomentar estudos de viabilidade técnica e viabilizar recursos financeiros para futuro macro projeto de ocupação da antiga linha férrea, no trecho de 10,5 km, da Av. Ranulpho Marques Leal até a saída para Campo Grande (BR 262), com vista a gerar um grande corredor de ônibus e ciclovias, interligando os extremos da cidade e qualificando os acessos centrais de forma a unir áreas historicamente separadas por esse trajeto ferroviário, dando melhor acesso ao Instituto de Biomassa, Senai e os novos loteamentos.
Estuda ainda, promover esforços visando estender a Avenida Rosário Congro, a partir do cruzamento com a Avenida Filinto Müller, até a saída para Campo Grande, ocupando o traçado da antiga linha férrea.