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Governador diz que vai às últimas consequências para provar sua inocência

Reinaldo Azambuja diz que acusação de Wesley Batista em delação premiada pode ser retaliação devido à mudança de incentivos fiscais de seu governo

Hoejamsi - João Maria Vicente
22/05/17 às 23h05
Governador Reinaldo Azambuja (Reprodução)

Na entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (22), na Governadoria, o governador Reinaldo Azambuja falou sobre a citação de seu nome pelo dono da JBS, Wesley Batista, em deleção premiada à PGR (Procuradoria Geral da República), acusando-o de participar de um esquema de recebimento de propina, a exemplo de seus antecessores Zeca do PT e André Puccinelli (PMDB). 

Segundo o governador, Mato Grosso do Sul tem 1.199 termos de política de incentivo, do total 31 são com frigoríficos.

Para o governador, a investida de Wesley foi uma retaliação à mudança na política de incentivos fiscais adotadas por ele no Estado. Por esse motivo, afirmou que irá processar o empresário.

Garantindo que irá provar que nenhuma das acusações tem fundamento, o governador chorou por duas vezes, ao comentar sobre os vinte aos vida pública e a luta da família para construir o patrimônio e que vai às últimas consequências para provar sua inocência.

Wesley disse na delação que pagou propina para o atual governo em troca de descontos nos impostos estaduais. O esquema teria começado em 2003 com o governador Zeca do PT e tido sequencia na gestão de André Puccinelli.

Em outro momento, o empresário garantiu que outras empresas também adotaram a prática de pagar propina em troca da redução de impostos.

“Nós mudamos a política de incentivo no estado e dobrados recolhimento com a JBS. Em 2014 eram R$ 40 milhões e em 2016 passou para R$ 70 milhões”, disse Azambuja.

Reinaldo disse que se reuniu diversas vezes com os donos da JBS para discutir investimentos da empresa em Mato Grosso do Sul e que a última reunião foi na semana passada, quando esteve na sede da empresa em São Paulo para discutir ampliação da linha 2 da Eldorado.

De acordo com Reinaldo, ele recebeu R$ 25 milhões em doações de empresas na campanha de 2014 e do total R$ 10 milhões foram da JBS, por meio da direção nacional do PSDB em quatro parcelas de R$ 2,5 milhões.

Segundo ele, o Estado Mato Grosso do Sul vai mostrar tudo que tem de mostrar, não tem nada a esconder, bem como a pessoa Reinaldo Azambuja.

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