Conforme havia afirmado durante a entrevista coletiva em que contestou as acusações do empresário Wesley da Batista de que teria recebido propina da JBS, ontem (23), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deu início a uma série de visitas a órgãos e instituições estaduais a fim de prestar todos os esclarecimentos necessários que provam a sua inocência. “Não vou deixar que mentiras lançadas por réus confessos manchem a história que construi com muito trabalho e respeito ao povo sul-mato-grossense”, diz o governador em sua página em uma rede social.
O governador visitou, pelo menos, cinco instituições. Uma delas foi a
foi até a Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), onde tratou de assuntos de interesse da economia regional, como os incentivos fiscais, importante instrumento de desenvolvimento.
Foram visitados também o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) e Assembleia Legislativa.
Reinaldo conversou com os presidentes da Fiems, Sérgio Longen, e da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Mauricio Saito. Na ocasião, Longen defendeu que "um Estado com as particularidades de Mato Grosso do Sul precisa de incentivos para atrair empresas e indústrias".
O presidente da Fiems ainda classificou como "desqualificadas" as denúncias de Wesley Batista, já que acabam jogando em uma vala comum e indiretamente criminalizando todas as concessões de incentivos dada pelo Estado.
Igualmente, Saito defendeu a importância dos incentivos, citando como exemplo a "crise de abundância" que está por acontecer no setor agrícola, já que metade da última safra de soja ainda está armazenada e o ano deve ter recorde no milho.
Em suas visitas, Reinaldo apresentou uma cópia da denúncia da JBS, com uma planilha onde constam valores que os donos da empresa dizem ter sido pagos como propina, o que o governador nega com veemência.
Ele esclarece que a JBS, bem como outras empresas, fez doações oficiais para sua campanha ao Governo do Estado em 2014, sendo que todas, segundo o governador, foram devidamente contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. “Estão utilizando essa informação de maneira distorcida, e cabe a eles o ônus da prova", pondera.
Reinaldo ainda ressalta que está de consciência tranquila e a disposição da Justiça "com a minha defesa em mãos". Aproveitou ainda para fazer um comparativo de valores, afirmando que os valores ditos como propina coincidem com os doados oficialmente para a campanha, via PSDB, caracterizando aí a distorção de fatos.